Sabia que estava postergando um encontro que era inevitável. Sabia que não poderia ficar tão longe por tanto tempo sem sentir falta de si mesma. Não sabia, porém, o que a afastava e o motivo que a levava a não buscar o seu eu. Por que não olhar para dentro da alma e descobrir o que se passava no seu íntimo? Por que não olhar para sua essência e deixar que ela brotasse com toda a sua força e sabedoria? Não tinha respostas, mas tinha vontade! Um desejo imenso por paz e liberdade a consumiam. Sentia vontade de retomar o ponto em que se perdera e, a partir daí, seguir caminho rumo a sua paz interior e à aceitação de quem era de fato. Sentia um desejo profundo de viajar para dentro de si mesma e encontrar a sabedoria que outrora se perdera no meio de uma multidão de estranhos. Desejava estar entre os seus e se sentir acolhida por ser simplesmente quem era... sem máscaras e com o direito de dizer não quando se quer dizer não. Apesar de cansada e da longa jornada que tinha pela frente, caminhava com a fé de que o reencontro não tardará a acontecer.