Precisava de um tempo consigo mesma para, simplesmente, ficar na sua própria companhia. Por tantas vezes sentia-se dominada por uma frustração sem fim, fruto da sua incapacidade de dizer sim para si mesma. Essa lição já tinha sido aprendida, mas teimava em fazer de conta que conseguiria passar por cima de suas vontades e de seus desejos. Agora sentia-se mais calma. O vento frio parecia congelar os pensamentos. Conseguia respirar, apenas respirar. Era só isso o que queria. Não tinha planos. Não queria planos. Queria apenas um momento, um simples e curto momento, para viver. Sabia que a decisão era sua, mas será que ainda esperava um salvador? Não devia. Como lhe foi dito no passado, era sua própria salvadora. O dia estava acabando logo ali na sua frente. Amanhã será um novo dia? Esperava que sim.