quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

2011 foi um ano de...


muitas viagens
alguns encontros 
algumas despedidas
muita emoção
muitas descobertas
muitos desafios
novos amigos
antigos amores
alguns reencontros
uma certa incerteza
algumas decepções
muito amor
muito aprendizado

e para você? 2011 foi um ano de...

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Uma pitada de nostalgia

Às vezes é preciso dar um passo para trás para depois podermos dar muitos passos para frente. De vez em quando é preciso voltar às origens para tentar resgatar quem somos de verdade, relembrar nossos sonhos e sentir novamente emoções que um dia foram capazes de encher nossos corações de alegria. Emoções que hoje não fazem nem cócegas, mas que um dia nos encheram de orgulho e felicidade. Essa semana eu fiz isso... voltei um pouco no tempo para resgatar alguns sentimentos e recordações que estavam guardadas em um lugar bem especial no fundo do meu coração. Na segunda-feira desta semana eu fui a UECE, onde fiz meu curso de graduação. Chegando lá eu fiz questão de ir ao velho corredor onde ficavam as minhas salas de aula e lá acabei encontrando a minha placa de formatura. Andando por aqueles corredores e olhando para aquela placa eu viajei no tempo... voltei ao início da década de 90 e me vi sentada naqueles bancos de cimento. Eu vi uma menina cheia de expectativas, anseios, sonhos e com um mundo inteiro de descobertas pela frente. Olhei para a minha placa de formatura e revi antigos rostos... antigos colegas e um grande amigo! Confesso que fiquei emocionada com tudo aquilo! Andei por aqueles corredores com o coração cheio de nostalgia, mas também de alegria. De certa forma, eu sai de lá me sentindo renovada! Eu resgatei um pouco da energia e da motivação que aquela menina esbanjava naquela época. Voltei para casa pensando o quanto ainda tenho dela dentro de mim. Sei que amadureci, mas também sei que aquela menina ainda habita dentro de mim. E desejo que ela continue sempre aqui, pois ela gosta de sonhar e acredita que realizar sonhos é possível !

domingo, 9 de outubro de 2011

Sozinha no cinema... minha primeira vez!

Ontem eu fiz algo inédito! Pela primeira vez na minha vida eu fui ao cinema sozinha! Para a maioria isso pode ser algo comum e até corriqueiro, mas não para mim que costumava dizer que ir ao cinema sozinha era o "cúmulo da solidão". Hoje eu percebo que não é bem assim. O filme escolhido também não poderia ser mais adequado! Um filme argentino, intitulado Medianeiras, que conta a história de dois jovens... ela está se acostumando a ficar só após o término de um relacionamento de quatro anos e ele já está acostumado com a solidão.... e ambos buscam encontrar alguém!  Outra coisa bem legal é que o filme mostra como as vezes deixamos de perceber coisas boas que estão ao nosso redor porque, simplesmente, não somos capazes de mudar um pouco o nosso foco. Isso já aconteceu várias vezes comigo! Quando teimo em querer algo, sou capaz de manter um foco tão preciso que deixo de perceber outros caminhos e rotas alternativas, que poderiam até me levar a um lugar melhor do que aquele que eu estava buscando! As vezes idealizamos tanto uma situação ou até mesmo uma pessoa que não somos capazes de ver algo diferente e, por isso, deixamos de experimentar ou viver coisas maravilhosas! Um exemplo bem simples é o fato de eu não ir ao cinema sozinha por achar que isso seria o cúmulo da solidão... talvez, por conta disso, eu tenha deixado de ter ótimos momentos no cinema! A parte boa é que, depois de tanto tempo, descobri que posso ir ao cinema sozinha e, ainda assim, não me sentir a pessoa mais solitária do mundo. Para isso bastou que eu mudasse a forma como eu via essa situação, que deixou de ser uma "prova do meu grau de solidão" para uma oportunidade de fazer algo que eu simplesmente adoro... assistir filmes!  

sábado, 10 de setembro de 2011

Viva a vida docemente!

O meu dia hoje teve sabor de chocolate e framboesa! Foi um dia tranquilo... trabalhei, dormi, li, assisti Big Bang Theory e curti meu cantinho! Hoje lembrei dos meus dias em Manchester, onde tinha a sensação de ter mais tempo para mim. Comecei o blog quando estava lá e aproveitava os acontecimentos do dia a dia para expressar minhas emoções e lições de vida aprendidas. Durante o período em que estive na Inglaterra, eu passei a me conhecer melhor e aproveitei para ser a melhor companhia para mim mesma. O fato de estar sozinha lá contribuiu para que isso acontecesse. Além disso, de uma maneira geral, me sentia menos cobrada e pressionada... Mas, afinal de contas que pressão é essa que eu teimo em colocar em cima de mim? Quem está me cobrando? O que estão me cobrando aqui que não me cobravam lá? Acho que essas respostas estão dentro de mim, pois acima de tudo a cobrança vem de mim. Racionalmente, eu sei que não devo me cobrar tanto, mas tem uma pontinha de mim que parece não saber disso. Quando estava na Inglaterra essa pontinha ficou mais quieta e, por isso, lá eu tinha a sensação de que vivia a vida mais docemente. Desde que voltei ao Brasil, tem momentos em que esse meu lado "cobrador" aparece e deixa a minha vida mais amarga! Felizmente, tem um outro pedacinho de mim que adora as coisas doces da vida e consegue ser mais forte do que o lado cobrador! Hoje foi um desses dias, em que a cobrança foi deixada de lado e eu simplesmente curti o momento, fazendo coisas simples e me dando o direito de viver a vida docemente... seja lendo um bom livro, assistindo um seriado bobo, olhando para o mar da janela do meu quarto ou comendo um delicioso petit gateu com duas bolas de sorvete... uma de chocolate e outra de framboesa! E assim, termino o meu dia e o meu post... com um gostinho doce na boca, na alma e no coração!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Princípios, valores e insônia!

Depois de uma boa leva de noites bem dormidas, de ontem para hoje tive uma noite bem difícil. Fazia muito tempo que eu não tinha a sensação de ter tirado apenas alguns poucos cochilos durante a noite. Hoje, antes das seis da manhã, eu já estava de pé e sem um pingo de sono. Então às 6:15 levantei e às 7:15 já estava de saída para a Universidade. No caminho vim pensando nos vários motivos que me levaram a esta noite em claro. O principal deles, sem dúvida alguma, são os ecos de algumas conversas que eu tive nessa semana que passou. Conversas que acabaram por tirar meu sono... literalmente! Conversas sobre trabalho, expectativas, reconhecimento, competitividade e justiça. No final das contas acho que tudo pode ser resumido em duas palavras: princípios e valores! Eu tenho me questionado sobre os princípios e valores da minha profissão, uma vez que o reconhecimento nem sempre é justo ou merecido. Quem me conhece mais de perto sabe que os anos que sucederam o término do meu doutorado não foram fáceis e hoje, após oito anos, eu ainda venho colhendo os frutos desse período difícil, ou melhor, não venho colhendo os frutos que gostaria. Isso acontece porque ainda não tenho o devido "valor" para boa parte da comunidade científica, que hoje se resume a publicação em periódicos! E isso pode ser doloroso, muito doloroso... principalmente para alguém como eu, que às vezes tem dificuldade em colocar a mulher no comando e deixa a criança assustada tomar conta de uma situação que não está a altura dela.  A questão está, porém, em saber quais os valores que realmente importam! O que realmente é relevante para mim? O que realmente me faz feliz?  Além disso, preciso aprender a lidar com valores e princípios distorcidos sem deixar me abater ou influenciar por eles. No fundo, acredito que seja uma questão de sobrevivência, onde eu devo fazer a minha parte, tentando, sempre que possível, respeitar meus limites e persistir nos meus ideais! Assim, acredito que, mais cedo ou mais tarde, os frutos virão... e serão doces e tenros, pois foram cultivados com sinceridade, compreensão e paciência!

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Por que eu não fiz logo isso?

Ufa... finalmente consegui concluir um monte de coisas que estavam pendentes na minha To do list! Algumas delas eu fui adiando, adiando e adiando... até que já não tinha mais como adiar... daí eu fui fazer! Em alguns casos, tenho percebido que eu não precisava ter adiado tanto, que aquilo poderia ter sido feito em apenas alguns minutos e não me daria tanto trabalho quanto eu imaginava! Porém, ao invés de fazer logo, eu fiquei adiando e carregando essa tarefa comigo dia após dia na lista de coisas a fazer que eu mantenho na minha cabeça. Cada vez que isso acontece, então eu digo para mim mesma: "Poxa, por que eu não fiz logo isso?" e então, em seguida, me pergunto: "Por que será que as vezes é tão difícil realizar ou concluir algo dentro dos prazos previstos? Por que certas coisas são feitas no limite do tempo e da capacidade produtiva?". Bom, eu ainda não tenho as respostas para estas perguntas, mas vou continuar refletindo... quem sabe um dia eu consigo entender! Enquanto isso, vou apenas mantendo na minha memória essa sensação de que se eu posso fazer agora então eu vou fazer. Isso vale para pequenas coisas, como responder um email, ou para coisas maiores, como começar a escrever aquele artigo que não me sai da cabeça e que eu quero tanto mandar para aquela conferência. Sei que mudar certos padrões não é uma tarefa fácil, mas se eu tentar fortemente acho que sou capaz de conseguir! Uma das minhas grandes vitórias com relação à mudança de um padrão é o fato de que hoje em dia eu sou bem mais pontual do que antes! Eu percebi o quanto me incomodava chegar atrasada e ter que ficar me desculpando. Percebi também que isso poderia ser facilmente evitado se eu organizasse melhor o meu tempo e não me metesse a fazer um monte de coisas na mesma hora! E assim eu tenho feito... E assim vou fazer com os compromissos assumidos. Não quero mais ficar me desculpando por não ter cumprido prazos e nem quero mais ficar agoniada porque deixei para fazer algo em cima da hora! Para isso vou estabelecer prioridades, dizer "não" de vez em quando e, principalmente, vou deixar de "querer abarcar o mundo com as pernas"... afinal de contas, esse mundo é grande demais!

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Sentir paz é bom demais!

Quase dois meses sem postar! Não acreditei quando vi a data do último post! O final do semestre foi muito corrido e as últimas semanas também passaram muito rápido.... daí quando me dei conta já haviam se passado quase dois meses!!! Ontem eu estava conversando com um colega sobre a minha mudança para Recife e quando ele me perguntou quanto tempo fazia que eu estava aqui eu tive que parar e fazer as contas! Eu sempre digo que tenho a impressão de estar aqui há mais tempo do que realmente estou... e eu acho que isso é bom! Estou conseguindo me adaptar bem e já tenho a minha vida aqui, onde faço coisas que sempre quis fazer, mas que nunca tinha feito antes! Eu vou a academia, tenho happy hour com colegas de trabalho, almoço com as meninas, gosto de ir para o trabalho... enfim, pequenas coisas que têm feito uma grande diferença! E assim vou levando minha vida aqui em Recife... mais tranquila e mais comigo mesma. Adoro receber visitas, mas também adoro ficar quietinha no meu cantinho, seja curtindo a brisa que entra pela janela do meu quarto ou tirando um cochilo gostoso depois de ir a praia  em um belo domingo de sol! Simples assim!!! E hoje a noite, escrevendo este post, me sinto em paz...e como isso é bom! E essa paz que tomou conta de mim me faz sentir de bem com a vida e de bem comigo mesma... ou seria o contrário? Será que o fato de eu estar bem comigo mesma é que faz eu me sentir em paz? Enfim... isso não importa! O que importa é que sentir paz é bom demais!

domingo, 12 de junho de 2011

Apenas cante!

Tenho um quadro no meu quarto que diz assim: "Sing like no one is listening!", que quer dizer: "Cante como se ninguém estivesse te escutando!". Eu adorei essa frase no momento em que bati o olho nela! Acho que gostei da frase porque gosto muito de cantar, mas sou muito desafinada e, para completar, são poucas as músicas que eu sei "de cor e salteado"! E essa frase me diz que mesmo sem saber cantar nada me impede que eu simplesmente cante como se ninguém estivesse me escutando... que eu simplesmente cante sem ter que mostrar isso para ninguém ou esperar que alguém goste disso... que eu simplesmente cante pelo prazer que isso proporciona para mim e mais ninguém! Tenho dito para mim: "Apenas cante! Cante para você, pois você é a pessoa mais importante da sua vida!". Nem sempre precisamos cantar e mostrar ao resto do mundo (o resto do mundo é gente demais!) "o que" ou "como" estamos cantando. Quando escutamos e cantamos uma música animada é sinal de que estamos felizes? Quando escutamos uma música mais romântica quer dizer que ou estamos apaixonados ou estamos curtindo uma "dor de cotovelo"? E quando escutamos uma música das antigas, será que estamos curtindo um momento de nostalgia? Pode ser que sim, mas pode ser que não... as vezes o que cantamos nem sempre reflete o que sentimos de fato! As vezes cantamos e queremos que os outros cantem junto com a gente, simplesmente porque são pessoas queridas e queremos compartilhar aquele momento em especial, seja ele de alegria ou não. Porém, as vezes cantamos apenas para nos exibir, não é? No fundo eu acredito que o mais importante é apenas cantar, sem esperar do outro uma aprovação ou até mesmo uma salvação. Mas, o mais importante é não se cobrar na hora de cantar e nem achar que os outros precisam saber o que você está cantando naquele momento! Se você quiser fazer um espetáculo e cantar para um grande público então tudo bem, se você quiser fazer um pequeno show e cantar apenas para pessoas especiais então tudo bem e se você estiver embaixo do chuveiro e quiser cantar apenas para você então tudo bem também! No fundo, o público não importa! Se você tiver vontade de cantar então cante! Apenas cante! Apenas sinta! Apenas viva!

PS: Nesse momento eu canto a música "Let it be!" dos Beatles. E você, quer me dizer o que está cantando agora?

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Superação

Hoje estava tomando café da manhã e assistindo televisão quando passou uma reportagem sobre a despedida do Ronaldo Fenônemo da Seleção Brasileira de Futebol. Eu assisti a reportagem completa e no final fiquei emocionada com as palavras que foram ditas sobre a capacidade de superação do Ronaldinho, que, por tantas vezes, teves problemas de saúde, mas, mesmo assim, acabava retornando aos campos. Foram exibidas várias imagens do Ronaldo ao som da música "deixa a vida me levar" do Zeca Pagodinho. Enquanto eu assistia ao clip fiquei realmente emocionada e mais uma vez senti lágrimas lavando a minha alma! A superação do Ronaldo tocou o meu coração e no fundo me fez lembrar dos meus tantos momentos de superação! Mas acho que o que mais me tocou foi sentir que cada um de nós supera seus momentos difíceis no seu próprio tempo e da sua própria maneira. Muitas vezes, pessoas distintas enfrentam o mesmo problema, mas o superam de maneira diferente. Alguns encaram de frente enquanto outros apenas o colocam embaixo do tapete para que ele não possa mais ser visto... como se, dessa forma, ele fosse ser resolvido. Aqueles que encaram o problema de frente ainda podem resolvê-lo de forma mais racional ou mais emocional... isso vai depender de cada um! Não podemos querer que todos resolvem seus problemas da mesma maneira, que sejam práticos ou sensíveis, afinal de contas cada um tem a sua própria bagagem de vida. É esta bagagem que, muitas vezes, determina como agimos, reagimos e superamos! Não cabe a nós julgar as reações dos outros porque não sabemos o que está sendo carregado na mala do outro... nem tão pouco devemos nos julgar ou cobrar porque, muitas vezes, nossa mala está carregada de coisas que não lembramos mais ou que não gostaríamos mais de carregar, mas ainda assim carregamos. A nossa bagagem começa a ser arrumada quando nascemos e vai aumentando a medida em que viajamos pela vida! Assim, não podemos esquecer que os sentimentos, as lembranças, experiências e lições aprendidas acumuladas ao longo dessa jornada influenciam diretamente nossas ações, reações e, principalmente, nossa capacidade de superação.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

The end

Definitivamente eu sou uma pessoa bastante persistente em tudo o que faço! Mas, ser assim tão persistente pode ser muito bom ou muito ruim. O lado bom é que eu não desisto fácil e faço de tudo para sobrepor os obstáculos que encontro no meio do caminho. Corro atrás dos meus sonhos e procuro cumprir minhas metas! Eu luto e busco alternativas... vou do plano A ao plano Z se for preciso! O lado ruim é que eu tenho dificuldades para identificar o momento de parar de tentar! Eu persisto tanto que as vezes não enxergo que é melhor deixar quieto e não interferir mais...que é preciso deixar a vida seguir um curso diferente daquele que eu denomino como o "curso certo das coisas"! Eu sempre acreditei que não podia desistir e que não podia deixar as coisas fracassarem ou acabarem... Como pode um relacionamento acabar? Como pode uma experiência profissional não dar certo? Como isso é possível se eu fiz de tudo para que desse "tudo certo"? A grande questão está aí: o que significa de fato dar "tudo certo"? Será que o fim de algo pode significar que "tudo está certo"? Bom, hoje eu acredito que sim. Por mais dificuldades que eu tenha em aceitar que as coisas podem tomar um rumo diferente daquele que eu denominei como "certo", hoje eu acredito que o fim de algo pode ser a melhor saída. Aprendi que é preciso aceitar "o fim" e procuro sempre lembrar que junto de um fim pode vir um novo começo!

domingo, 15 de maio de 2011

... e a bolha estourou!

Eu sempre digo que durante muitos anos eu vivi em uma "bolha", onde tudo era devidamente planejado e controlado. Passei muito tempo achando que eu tinha controle sobre a minha vida e fazendo planos a longo prazo... aos 25 anos eu achava que sabia como seria minha vida aos 50! Porém, de uma hora para outra essa bolha estourou e eu me vi exposta a um mundo que eu não conhecia, onde as coisas não eram controladas e assim não era possível ter uma vida planejada. Por diversas vezes eu me culpei por ter feito a bolha estourar, pois comecei a ficar inquieta e de tanto eu me mexer lá dentro acho que ela acabou estourando! Eu me culpava porque no início a vida do lado de fora não foi nada fácil e eu tive que fazer escolhas que, algumas vezes, me levaram a decepções, frustrações e momentos difíceis! Porém, com o passar do tempo eu fui percebendo que, apesar de não ser fácil, a vida do lado de fora é bem mais emocionante. O poder de fazer escolhas, conhecer pessoas e lugares, viver momentos únicos, sentir aquele frio na barriga ao enfrentar o novo, aprender com os erros, estar em movimento, crescer, amadurecer... enfim, tudo isso torna a vida do lado de fora da bolha muito mais gostosa de ser vivida! É uma vida sem controle, onde eu posso mudar meus planos e escolher novos caminhos! Poxa...como é bom poder mudar! Hoje, fora da bolha, eu percebo que para viver é preciso ter coragem para se jogar, se entregar ao novo... é preciso arriscar! Mas também é muito importante estar preparado para seguir em frente se algo der errado, pois quando nos jogamos podemos nos machucar. Nessa hora é preciso cuidar com bastante carinho dos nossos machucados para que eles parem de doer e a gente possa ter coragem para arriscar e enfrentar o novo de novo outra vez!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

O "resto do mundo" é gente demais!

Pouco tempo atrás eu senti algumas lágrimas escorrerem pelo meu rosto... lágrimas que vieram do fundo da minha alma e lavaram meu coração. Em seguida me senti aliviada e uma grande paz tomou conta de mim! É como se eu tivesse tido a resposta para uma pergunta que me angustiava e que eu não sabia responder! A resposta é simples e de certa forma óbvia, mas acho que o fato de eu ter conseguido enxergar isso de maneira mais clara trouxe essa paz para o meu coração. Eu sempre me pergunto porque quero tanto acertar e fazer as coisas com perfeição... seja como filha, irmã, amiga, professora, orientadora, mulher! A resposta é simples: eu tenho medo de decepcionar! Acho que é normal não querermos decepcionar as pessoas que amamos e que admiramos. Porém, o peso fica muito grande quando não queremos decepcionar o "resto do mundo"! O resto do mundo é gente demais!!! É difícil, não? Já faz algum tempo que eu venho tentando deixar isso de lado, mas confesso que as vezes me pego angustiada porque acho que decepcionei alguém! Eu acredito que não querer decepcionar é natural e faz parte do ser humano, porém o que preciso fazer é escolher quem realmente não quero decepcionar porque o "resto do mundo" é gente demais!!!

PS: Obrigada Nusa!

domingo, 1 de maio de 2011

O Patinho Feio

Saudades de escrever aqui no blog! Apesar de fazer quase um mês que escrevi o último post, eu sempre lembro do blog e das descobertas retratadas através dos meus posts. Ultimamente tive varias ideias, mas ao invés de escrevê-las aqui eu acabei elaborando todo um pensamento na minha cabeça e deixei de lado o ato de registrar e compartilhar as novas descobertas e lições aprendidas. O fato é que muita coisa tem acontecido! Lugares novos, pessoas novas e um monte de novas sensações... Dentre as inúmeras sensações, uma das mais marcantes está relacionada a história do Patinho Feio! Este conto marcou minha infância, talvez por ter sido um dos livros que eu ganhei da minha mãe por ter tirado um bom conceito quando ainda fazia parte do Sabidinho do Colégio 7 de Setembro, como também marcou a minha fase adulta quando li a interpretação dada a ele no livro "Mulheres que correm com os lobos". É engraçado como, por diversas vezes, eu me senti um patinho feio no meio de determinadas tribos, tentando me encaixar em um lugar onde não necessariamente eu gostaria de estar. Essa sensação de "não pertencimento" me machucava e fazia eu me sentir deslocada ou inferior aos outros. Hoje eu percebo que essa sensação surgia porque de fato aquela tribo não era a minha... certos valores e atitudes não refletiam meus próprios valores e a minha própria essência! Por mais que eu tentasse me encaixar eu não conseguia me sentir como "parte de"! Felizmente, por outro lado, existe a sensação de "pertencimento" que é simplesmente maravilhosa!!! Esta sensação tão especial e reconfortante tem sido muito presente na minha vida ultimamente! Eu sinto que hoje faço parte da família a qual eu realmente pertenço, tenho os amigos que eu escolhi para mim e trabalho com pessoas com as quais me identifico! Tudo isso me dá uma grande tranquilidade e enche o meu coração de paz, amor e coragem para enfrentar a vida! Por isso, procuro deixar essa chama do pertencimento sempre acesa no meu coração! Porém, sei que, apesar do meu esforço, o patinho feio ainda virá me visitar de vez em quando! Ele chegará de mansinho com aquele ar tristinho de quem não é compreendido ou de quem foi insultado por alguém. Nessa hora eu sei que precisarei cuidar dele, ajudando a relembrar todas as coisas maravilhosas que ele já conquistou e, acima de tudo, ajudando nas buscas por suas verdadeiras tribos!

sábado, 2 de abril de 2011

Espontaneidade

Esta semana fiquei com esta palavra na minha cabeça: Espontaneidade! Fiquei pensando o quanto é bom quando eu consigo ser espontânea com alguém ou em determinadas situações. Quando isso acontece sinto que estou a vontade e que posso ser eu mesma, ou seja, não preciso ficar "pisando em ovos" e com receio de falar alguma besteira ou cometer algum erro. Acredito que existem pessoas que conseguem ser espontâneas na maioria das situações e pouco importam-se com o outro que a está observando, ou seja, não ligam para julgamento do outro. Acho que aí esta a diferença entre eu conseguir ser espontânea ou não. Acho que a espontaneidade se perde quando estou passando por uma situação onde não me sinto segura e acho que estou sendo colocada a prova, ou seja, eu acho que tem alguém me observando e avaliando meus gestos ou palavras. Por um lado pode ser que esse observador nem exista e eu estou me sentindo incomodada à toa, ou seja, a pessoa com quem estou interagindo não está me observando e muito menos medindo minhas palavras ou gestos. Tudo não passa de uma ilusão criada pela minha cabeça, por mais uma vez ter receio de errar em uma situação sobre a qual não me sinto segura ou não estou no controle. Por outro lado, se esse observador de fato existe e está querendo me julgar ou me colocar a prova de uma maneira "destrutiva", então eu devo repensar a minha postura diante dessa situação e não mais permitir que isso acabe com a minha espontaneidade. Ser espontâneo é deixar transparecer o nosso lado mais natural e verdadeiro... então por que esconder isso? Será que realmente existem situações onde devemos deixar a espontaneidade de lado e devemos vestir uma máscara que seja mais adequada? É lamentável que tenhamos que vestir máscaras, pois, com certeza, ser espontâneo é muito mais divertido! Porém, algumas vezes o receio da exposição e do julgamento não nos deixam mostrar a nossa mais pura essência...aquela que faz de cada um de nós um ser único e sem igual!

sábado, 26 de março de 2011

Sopa de cebola com queijo

Voltei... ou melhor cheguei... Cheguei a Recife! Apesar de já estar aqui desde o dia 28 de Fevereiro, hoje alguma coisa mudou dentro de mim. O motivo dessa mudança não está bem claro e, de certa forma, não precisa estar. Mas, com certeza, o fato de eu ter ido tomar uma sopa de cebola com queijo no restaurante que fica em frente ao meu apartamento mexeu comigo. Antes de mais nada, vale ressaltar que a sopa estava uma delícia!!! Mas, o melhor de tudo foi a conversa que tive com a proprietária do restaurante. A princípio começamos uma conversa meio acanhada, mas depois de algum tempo já estávamos falando de nossas vidas e trocando experiências. Ela me disse muitas coisas que eu estava realmente precisando escutar, ou melhor, precisava relembrar! Nós conversamos muito sobre muitas coisas diferentes... falamos de como não temos controle sobre nossas vidas, de como não é possível planejar, que ao invés de planejar devemos sonhar, discutimos os alicerces de um relacionamento (admiração, companheirismo e respeito), falamos sobre frustrações e da importância do recomeço! Todos esses assuntos foram tocados durante a nossa conversa e a cada momento eu me imaginava escrevendo sobre eles. Confesso que fiquei confusa sem saber por onde começar ou melhor recomeçar a escrever no blog. Confesso também que estava com medo de voltar a escrever, medo de não conseguir mais me expressar através de palavras por simplesmente não mais saber o que se passa dentro de mim... medo de não me encontrar novamente, medo de ter me perdido no caminho entre Manchester e Recife! Acho que esse medo de postar pode ter sido o início de uma auto-sabotagem, ou seja, eu poderia estar fazendo algo para me prejudicar mesmo que fosse inconscientemente. Deixar de escrever no blog mostraria que aquela Bernadette lá de Manchester, que eu tanto admiro, não teria conseguido sobreviver às mudanças dos últimos tempos. Porém, hoje, após tomar a sopa de cebola com queijo, tendo como acompanhamento uma conversa extremamente interessante, resolvi que voltaria a escrever. Pode ser que este post não esteja assim tão bem elaborado, mas já é um recomeço e eu estou feliz por ter recomeçado. Estou mais feliz ainda porque tenho certeza que aos poucos vou deixar o medo de lado e voltarei a escrever, ou melhor, voltarei a me expressar, através das novas descobertas e das novas lições aprendidas!

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Dessa vez foi diferente...

Hoje faz uma semana que sai da Inglaterra e voltei para o Brasil. A viagem de volta foi bem tranquila, apesar de toda a ansiedade que senti nos dias anteriores, quando eu pensava como seria deixar a vida em Manchester e voltar para Fortaleza. Nesta cidade vivem as pessoas que eu mais amo, mas ao mesmo tempo é cheia de recordações capazes de deixar meu coração apertado e a mulher que habita dentro de mim insegura. Felizmente, depois de uma semana, acho que tenho me saído muito bem! Todas as recordações maravilhosas que eu tenho dos últimos meses agora ocupam um lugar importante na minha memória e no meu coração, deixando o passado no fundo da pilha das minhas recordações. Além disso, fiz mais uma descoberta! Descobri que tudo o que eu conquistei me pertence e faz parte de mim! Minhas conquistas e sentimentos estarão comigo onde quer que eu vá! Ao retornar de outras viagens que fiz para a Europa eu sempre tinha a sensação de que ao voltar para Fortaleza eu não poderia ter o que eu tinha quando estava lá ou não poderia ser a pessoa que eu era quando estava lá. Dessa vez foi diferente... eu sinto que posso ter o que quiser e posso simplesmente ser eu mesma onde quer que eu esteja! Estou conseguindo me apropriar de mim mesma, estou aprendendo a me respeitar e me amar do jeitinho que sou... e isso é simplesmente maravilhoso! Porém, confesso que ainda tenho medo de perder tudo isso! Tenho medo de perder meu centro e o equilíbrio que tenho procurado estabelecer entre as diversas facetas de mim mesma... a emocional e a racional, a menina e a mulher, aquela que curte a vida e aquela que trabalha, a independente e a que compartilha... enfim, facetas de uma mulher que está aprendendo a viver e que, simplesmente, busca ser feliz independente do lugar onde está!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Misto de emoções e sentimentos

A contagem regressiva para a minha viagem de volta para o Brasil já começou e em menos de duas semanas estarei novamente em Fortaleza! Nos últimos dias tenho sentido um misto de emoções dentro de mim! Alegria, medo, ansiedade e tristeza. Os motivos para a alegria e a ansiedade são óbvios! O medo está relacionado com as mudanças que me esperam quando eu chegar... novo trabalho, nova cidade e nova casa... tudo novo de novo! E a tristeza? Ah essa daí tem mexido muito comigo! Estou triste por ter que deixar para trás tudo o que eu conquistei nos últimos meses. Estou triste por ter que deixar meu cantinho na Old Oak Street, que, apesar de não ter muita mobília, acabou se transformando em um lugar aconchegante e acolhedor, pois eu preenchi a falta de mobília com fotos das pessoas que eu amo e com pequenas coisas que fui comprando durante as viagens e passeios que fiz por aqui. Cada uma dessas coisas tem um significado para mim e faz parte das minhas conquistas recentes. Semana passada, quando comecei a arrumar as malas tive uma sensação estranha, pois comecei a pensar que estas conquistas, que para mim são tão grandiosas, se resumem as malas que levarei comigo de volta para o Brasil. Eu sei que pensar assim não é justo comigo mesma, porque o que eu conquistei é muito maior do que as coisas que foram compradas durante esse tempo. Minhas conquistas ficarão para sempre comigo, onde quer que eu esteja, pois são as recordações, os sentimentos, os amigos verdadeiros, o amadurecimento pessoal e profissional... enfim, tudo que não pode ser guardado em uma das minhas três malas! Tenho procurado focar meu pensamento nisso, mas as vezes não é fácil! Assim como não foi fácil escrever esse post... pois, nesse momento, sou um misto de emoções e sentimentos!

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Tudo tem seu tempo e a sua hora!

Hoje não é uma dia ensolarado na cidade de Manchester, mas, mesmo assim, resolvi abrir as cortinas do meu apartamento. Precisava olhar para o mundo lá fora para relembrar que a vida vai muito mais além dos pensamentos que me consumiam logo de manhã cedo. Antes de levantar da cama e abrir as cortinas, eu fiquei mais de uma hora deitada sem ter coragem para levantar, mas não porque estava frio e sim porque fiquei pensando nas mil e uma coisas que tenho para fazer hoje e nos próximos 30 dias. Então, me dei conta de que eu já iria começar o dia cansada, pois, em apenas uma hora, eu estava tentando resolver, na minha cabeça, coisas que terei um mês ou mais para resolver. Foi quando decidi me levantar e abrir as cortinas! Olhei para a vida lá fora e respirei fundo! Aos poucos fui conseguindo me acalmar e focar no presente, mais especificamente nas coisas que posso fazer hoje, afinal de contas não preciso antecipar resoluções ou tarefas que não precisam ser cumpridas agora, pois tudo tem o seu tempo e a sua hora! Se temos 24 horas para viver um dia e 720 horas para viver um mês, então por que tentar fazer tudo em uma hora e ainda por cima apenas na minha cabeça, ou seja, apenas na teoria? Na prática as coisas são bem diferentes! Quando de fato resolvemos fazer algo, muitas vezes percebemos como as coisas são mais simples do que aquilo que imaginamos. Então, por que ficar horas e horas imaginando e, algumas vezes, até sofrendo por uma situação que, na realidade, nem sabemos como vai acontecer de verdade? Não estou dizendo que é fácil deixar esses pensamentos de lado, mas me pergunto o que me leva a agir dessa forma. Ainda não tenho uma resposta clara na minha cabeça para esta pergunta, mas também não vou usar as minhas próximas horas pensando nisso, pois, além de ter muitas coisas para fazer HOJE, tenho certeza que, aos poucos, aprenderei a diminuir esses bombardeios de pensamentos!

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Nos últimos meses descobri que...

é lindo ver a neve caindo, mas pode ser assustador andar na neve
o lixo da minha rua é recolhido na sexta-feira de manhã cedo
existe amizade verdadeira
o mundo está ficando menor
gosto de viajar sozinha
posso usar minha câmera fotográfica no modo manual
em geral, os ingleses são muito educados e os chineses são muito divertidos
é bom demais fazer uma compra online e receber no dia seguinte
tomar banho quente ajuda a passar o frio
serei madrinha da Maria Paula
aos 35 me tornei a mulher que eu sonhava ser quando tinha 25
a vista do topo da Torre Eiffel é linda
posso ter e manter um blog
é maravilhoso fazer as próprias escolhas
viver o momento é simplesmente mágico
é possível sentir o carinho daqueles que me amam mesmo estando longe
vou sentir saudades desse momento de descobertas que eu estou vivendo...


E você? O que descobriu nos últimos meses?

sábado, 8 de janeiro de 2011

Home is where the heart is!



Ontem eu estava no aeroporto de Amsterdam para pegar o vôo de volta para Manchester quando um dos guardas que fazem a vistoria das malas perguntou se eu estava voltando para casa. Na mesma hora eu respondi que não, que eu estava voltando para a Inglaterra e que a minha casa era em Fortaleza. Depois que eu respondi, fiquei pensando nisso! Durante as duas semanas que passei na Holanda eu senti muitas saudades da minha casa em Manchester. No fundo eu não estava com saudades da casa e sim das coisas boas que ela me traz, principalmente, a sensação de liberdade que eu tenho desde que cheguei aqui. Acho que eu estava com medo de perder esse sentimento e por isso queria tanto voltar para Manchester. Porém, pensando melhor, eu cheguei a conclusão de que não posso associar as coisas boas que tenho vivido à minha casa em Manchester, pois daqui a pouco voltarei para o Brasil e, de alguma forma, pretendo levar esses sentimentos na minha mala para poder usufruir deles em qualquer lugar que eu estiver. Eu já tive outras "casas" na minha vida e foi muito doloroso ter que deixá-las, mas hoje eu percebo que a dor não foi por deixar aquele espaço e sim por ter que abrir mão de tudo de bom que eu tive quando estava lá. Essa dor maior já passou e deu lugar a outros sentimentos novos e até melhores do que aqueles que ficaram para trás. E isso é muito bom... É maravilhoso saber que podemos recomeçar e construir uma nova casa, ou melhor, um novo conjunto de sentimentos. Acredito que cada casa em que vivemos representa um momento da nossa vida ou, por outro lado, uma mesma casa pode representar sensações diferentes! Quantas vezes sonhamos em voltar para casa porque queremos a tranquilidade do nosso cantinho ou porque desejamos estar ao lado daqueles que moram conosco? Ou ainda porque é o único lugar que nos sentimos seguros naquele momento? Por outro lado, quantas vezes já desejamos não ir para casa porque não queremos enfrentar os problemas que nos aguardam por lá ou não queremos sentir a solidão que nos espera? Enfim, quando falamos "voltar para casa" acho que nos referimos ao lugar onde estão os nossos sentimentos naquele momento! Quando respondi ao guarda que não estava voltando para casa é porque naquele momento meu coração não estava em Manchester e sim em Fortaleza... afinal de contas umas das melhores descobertas que eu fiz ultimamente é que "Home is where the heart is!" (Lar é o lugar onde está o coração)