Naquele momento se sentia capaz de tudo! Enquanto caminhava pela praia se sentia forte e viva! Dava passos com firmeza como quem tem destino certo. Olhava para frente de cabeça erguida. O mar ao lado e a lua lá no alto acompanhavam cada um de seus passos lhe dando a luz e a tranquilidade que serviam como combustível para a caminhada. Flashs se passavam pela sua cabeça trazendo lembranças de momentos opostos. Momentos estes que o vento fazia questão de carregar para bem longe para não turvar a visão nítida daquele instante tão presente. No fundo o desejo de congelar aquele minuto para não mais deixar de sentir a força e a ternura do amor por si mesma. A alma repleta da sua própria essência sem qualquer espaço para comparações. Um tempo sem tempo algum. O mundo esquecido servia de testemunha. O poeta admirava o céu e escrevia poesias para o mar enquanto ela escrevia sua própria vida. Ao final queria que aquele fosse apenas o início de um novo registro. Pegou sua alma e fez de papel, e nela escreveu palavras de amor e segurança para serem lembradas para sempre e a cada instante.
Que coisa linda, Berninha!
ResponderExcluirLembrei do dia que fomos à praia naquela noite!!!
ResponderExcluirEstava bem assim...esse cenário! O que nos fez refletir sobre a grandeza do mar e sua limitação, oposta a nossa pequenez...
E, agora, a reflexão foi bem ÚNICA e PESSOAL!
Belas palavras!
Estar bem consigo mesma... Que maravilha, amiga! Beijos...
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