quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

O mundo está menor?



Sei que a frequência de postagem no blog diminuiu bastante no último mês, mas não é por falta de assunto! O ritmo de trabalho por aqui acelerou e o tempo está passando muito rápido... ainda tenho tantas coisas para fazer antes de voltar para o Brasil. Apesar de ainda ter muito o que fazer, eu tenho feito muitas coisas e a cada dia que passa aumenta a minha certeza de ter tomado a decisão certa quando fiz de tudo para ter esta oportunidade na Inglaterra! De uma maneira geral, tem sido uma experiência muito enriquecedora! Através da convivência com pessoas de diferentes países, eu tenho percebido que pessoas são apenas pessoas, independente da nacionalidade que possuem. Mas, por outro lado, tenho aprendido um pouco sobre diferentes culturas, ao mesmo tempo em que aprendo a conviver e respeitar as escolhas de cada um. Além disso, também tenho aprendido a superar "falsas crenças" sobre os meus limites e habilidades! Durante este tempo em que estou na Inglaterra, aprendi, dentre outras coisas, que: sou capaz de me comunicar e me fazer entender mesmo sem falar inglês perfeitamente, sou capaz de me virar com a burocracia daqui mesmo vindo de um país onde "tudo se dá um jeitinho" e sou capaz de fazer parte de um grupo de pesquisa em uma universidade altamente conceituada mesmo sendo brasileira e nascida em uma cidade do Nordeste! Tudo isso é muito importante e faz com que eu me sinta mais segura para enfrentar e correr o mundo em busca dos meus sonhos! Afinal de contas, após tanto aprendizado, hoje eu realmente tenho a sensação de que o mundo não é tão grande assim e eu posso ir para qualquer lugar que desejar... basta ter o visto ;-)

PS: Na primeira foto eu estou acompanhada da minha amiga Chenjuan e na outra estou ao lado do meu amigo Luke... ambos são chineses!



terça-feira, 30 de novembro de 2010

Escolhas


Todos os dias somos bombardeados por escolhas. Desde aquelas mais simples e momentâneas, como a escolha da roupa que vamos vestir, até escolhas mais difíceis que poderão mudar o rumo das nossas vidas. Ser mãe, casar e mudar de emprego ou de cidade, por exemplo, são escolhas importantes, mas apenas a primeira é irreversível. Ser mãe é uma escolha para toda a vida! As outras duas são escolhas decisivas que mudam o rumo de nossas vidas, mas podem ser repensadas. Porém, cada escolha importante que fazemos deixa um rastro na nossa caminhada. Alguns desses rastros nos levam a boas recordações, que, automaticamente, nos fazem sorrir de forma sincera e saudosa. Por ouro lado, existem aqueles outros rastros que nós gostaríamos de apagar, pois nos levam a recordações que trazem angústia e tristeza. Aqui, mais uma vez, temos uma escolha... Podemos seguir os rastros que nos levam a tristeza ou podemos seguir aqueles que nos levam a alegria. Sei que esta não é uma escolha fácil, pois nem sempre conseguimos controlar a nossa mente. Mas, por outro lado, precisamos fazer esse exercício contínuo de busca pelo melhor caminho, onde devemos ser guiados pela nossa essência que, acima de tudo, reflete nossos sentimentos e desejos mais sinceros. Dessa forma, ao mesmo tempo em que exercitamos o poder de escolha, também nos preparamos para as próximas escolhas difíceis e aprendemos a lidar com os rastros que já foram deixados pelas escolhas anteriores!

PS: Hoje eu comecei o dia fazendo uma escolha simples: resolvi vestir uma blusa branca... para combinar com a neve que começa a cobrir o meu jardim e atrair paz e tranquilidade para o meu coração!

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

O presente


Viver o presente! Esta foi uma das grandes lições que eu aprendi nos últimos tempos e que tive oportunidade de colocar em prática nas últimas semanas. Eu fiz várias viagens recentemente e em cada uma delas pude vivenciar a maravilha que é viver o momento presente sem pensar no passado ou planejar o futuro. Eu apenas vivi os momentos mágicos que nos são oferecidos todos os dias e que, muitas vezes, passam completamente despercebidos. Conheci lugares que talvez eu nunca mais volte a visitar e conheci pessoas que talvez nunca mais volte a encontrar! Mas, em cada lugar e em cada conversa eu estava completamente presente... vivendo a vida daquele momento! Esse é um sentimento muito bom e que eu gostaria de ter comigo sempre, mas, infelizmente, minha mente nem sempre é companheira e quando menos espero eu me pego pensando no passado ou no futuro. Como disse uma amiga minha, o futuro nos assusta e o passado nos prende... Assim, quando me sinto paralisada por causa do passado ou do futuro, eu tento, fortemente, recuperar a sensação maravilhosa que senti ao viver o presente e que está guardada em algum lugar dentro de mim. Eu procuro deixar essa sensação viva na minha mente e no meu coração, pois espero que o prazer de viver o presente seja capaz de vencer o medo do desconhecido e o medo de errar novamente!

sábado, 23 de outubro de 2010

Um par de luvas para a Berninha


Hoje fui ao centro de Manchester para dar uma volta no shopping! Sai de casa com a intenção de comprar um par de luvas que eu estou namorando já faz um bom tempo. Para ser mais exata, estou de olho nestas luvas desde 2008. Hoje eu resolvi que iria comprá-las! Colocando desta forma, pode até parecer que é um par de luvas muito caro, mas não é... custa apenas 10 libras (aprox. R$28,00). Também não é um par de luvas excepcional que me deixará muito aquecida no inverno... é apenas um par de luvas pelo qual me encantei. Há dois anos atrás eu estive na Europa e quis comprar as luvas, mas naquela época eu não comprei porque alguém me disse que eu não precisaria delas quando estivesse no Brasil e que seria bobagem gastar dinheiro com isso. Naquela ocasião fiquei me sentindo frustrada porque queria as luvas, tinha o dinheiro para comprá-las e não comprei porque alguém disse que o meu desejo era uma bobagem! Hoje eu olho para trás e acho que não permitiria que isso acontecesse novamente. Não que eu seja "compulsiva por compras", mas acredito que mereço satisfazer meus pequenos desejos! Na hora em que faço isso, sinto que estou agradando a Berninha que mora dentro de mim... aquela menininha que por muitas vezes desejou e não pode ter. Seja um desejo material ou sentimental, se eu puder satisfazê-lo então eu o farei. Dessa forma, sinto que estou cuidando da menininha que ainda vive dentro de mim, que como toda criança adora ser mimada e presenteada, não é?! E você... o que gostaria de dar de presente para a sua criança ???

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Saudade...

Por mais que esteja tudo bem e que tudo esteja dando certo é inevitável não sentir saudades! Quando estamos longe de quem amamos, daqueles que nos conhecem através de um olhar ou até mesmo de um simples "oi..", as vezes fica difícil segurar aquela lágrima que a gente não quer que apareça! Fica difícil não sentir falta de um abraço apertado e de um beijo estalado... Fica difícil não sentir saudades das conversas com olho no olho, das gargalhadas e do colo amigo nas horas difíceis! Como isso tudo faz falta... Esta semana assisti um filme, intitulado "Into the Wild", que conta a história de um rapaz que resolve abandonar tudo para viver sozinho no meio da natureza. Após um período isolado do mundo, ele acaba se dando conta de que a "Felicidade só é de verdade quando é compartilhada!". Eu acredito nisso e por isso procuro compartilhar meus momentos de alegria com aqueles que amo! O simples fato de conseguir montar uma cadeira, de participar de um meeting, de fazer compras ou de finalmente ter minha conexão de internet são momentos felizes para mim e que eu tenho compartilhado com as pessoas que eu mais amo... minha família e meus grandes amigos! Hoje meu coração está apertado porque estou longe de vocês, mas ao mesmo tempo me sinto abençoada por sentir saudades de pessoas tão especiais!

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

X SBBD - Recife, PE

Depois de uma semana sem colocar nenhum post novo, hoje eu acordei com a "cabeça cheia de palavras". Na realidade, nos últimos dias eu estive muito pensativa! Na última segunda-feira (05/10) começou o XXV SBBD, em Belo Horizonte, e este fato me fez refletir bastante. Em 2009, eu fui a responsável pela organização do XXIV SBBD, que aconteceu em Fortaleza e também teve início no dia 05 de Outubro. No ano passado eu era uma das protagonistas... uma das grandes responsáveis pelo show. Este ano eu fiquei apenas como mera espectadora, que acompanhava a distância (thanks Danusa!) os acontecimentos em BH! Também recordei o meu primeiro SBBD, quando era apenas uma aluna cheia de sonhos e expectativas por tudo que estava por vir com a conclusão do curso de graduação. Muita coisa aconteceu desde aquele X SBBD realizado na UFPE! Isso mesmo... minha história com o SBBD começou lá em Recife! Muitos podem achar que eu sou uma "boba sentimental" (eu mesma acho isso), mas fico emocionada quando recordo tudo que aconteceu: o início da minha vida acadêmica, as vitórias, as lições aprendidas e o espaço conquistado! Enfim, eu olho para trás e vejo como aquela aluna de graduação que participou do X SBBD amadureceu! Mas, ao mesmo tempo, eu ainda me sinto como ela, cheia de sonhos e expectativas por tudo que está por vir com a conclusão do pós-doc e o início de uma nova vida em Recife... agora não mais como aluna e sim, coincidência ou não, como professora da UFPE!

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

"It is better to be wrong than to be vague!"

Acabei de chegar de mais um meeting com o Alvaro e mais uma vez voltei bem satisfeita. Dessa vez não foi porque me senti orgulhosa de estar lá, mas porque percebi claramente a oportunidade que tenho de aprender e amadurecer como pesquisadora e como pessoa. Eu procuro ficar atenta durante o meeting para não deixar escapar nada, nem do conteúdo da reunião, nem da conversa em inglês e, principalmente, das pequenas lições. Uma das lições que aprendi hoje foi:"It is better to be wrong than to be vague, Freeman Dyson", cuja tradução seria: "É melhor estar errado do que ser impreciso". Acredito que esta idéia pode ser aplicada tanto na pesquisa quanto no nosso dia a dia. Muitas vezes somos vagos com aquilo que dizemos porque temos medo de errar, mas, dessa forma, acabamos nos omitindo e não chegamos a lugar algum. Quando somos mais precisos, mesmo estando incorretos, temos a oportunidade de aprender que aquele não é o caminho correto e podemos seguir por um outro caminho alternativo. Acho que fazer pesquisa é isso... trilhar um ou mais caminhos diferentes até chegar a uma solução que seja "viável" mesmo que não seja a solução "ótima". E viver também é isso??? Trilhar caminhos diferentes até chegar a uma solução "viável" mesmo que não seja a solução "ótima"? A princípio eu diria que sim! Porém, é preciso ficar atento as soluções viáveis, porque, muitas vezes, elas podem ser simplesmente as soluções mais cômodas, mas nem sempre são aquelas que nos trazem maior felicidade.