Precisava de um tempo consigo mesma para, simplesmente, ficar na sua própria companhia. Por tantas vezes sentia-se dominada por uma frustração sem fim, fruto da sua incapacidade de dizer sim para si mesma. Essa lição já tinha sido aprendida, mas teimava em fazer de conta que conseguiria passar por cima de suas vontades e de seus desejos. Agora sentia-se mais calma. O vento frio parecia congelar os pensamentos. Conseguia respirar, apenas respirar. Era só isso o que queria. Não tinha planos. Não queria planos. Queria apenas um momento, um simples e curto momento, para viver. Sabia que a decisão era sua, mas será que ainda esperava um salvador? Não devia. Como lhe foi dito no passado, era sua própria salvadora. O dia estava acabando logo ali na sua frente. Amanhã será um novo dia? Esperava que sim.
domingo, 13 de setembro de 2015
terça-feira, 13 de maio de 2014
Reencontro
Sabia que estava postergando um encontro que era inevitável. Sabia que não poderia ficar tão longe por tanto tempo sem sentir falta de si mesma. Não sabia, porém, o que a afastava e o motivo que a levava a não buscar o seu eu. Por que não olhar para dentro da alma e descobrir o que se passava no seu íntimo? Por que não olhar para sua essência e deixar que ela brotasse com toda a sua força e sabedoria? Não tinha respostas, mas tinha vontade! Um desejo imenso por paz e liberdade a consumiam. Sentia vontade de retomar o ponto em que se perdera e, a partir daí, seguir caminho rumo a sua paz interior e à aceitação de quem era de fato. Sentia um desejo profundo de viajar para dentro de si mesma e encontrar a sabedoria que outrora se perdera no meio de uma multidão de estranhos. Desejava estar entre os seus e se sentir acolhida por ser simplesmente quem era... sem máscaras e com o direito de dizer não quando se quer dizer não. Apesar de cansada e da longa jornada que tinha pela frente, caminhava com a fé de que o reencontro não tardará a acontecer.
sábado, 30 de junho de 2012
Palavras na alma
Naquele momento se sentia capaz de tudo! Enquanto caminhava pela praia se sentia forte e viva! Dava passos com firmeza como quem tem destino certo. Olhava para frente de cabeça erguida. O mar ao lado e a lua lá no alto acompanhavam cada um de seus passos lhe dando a luz e a tranquilidade que serviam como combustível para a caminhada. Flashs se passavam pela sua cabeça trazendo lembranças de momentos opostos. Momentos estes que o vento fazia questão de carregar para bem longe para não turvar a visão nítida daquele instante tão presente. No fundo o desejo de congelar aquele minuto para não mais deixar de sentir a força e a ternura do amor por si mesma. A alma repleta da sua própria essência sem qualquer espaço para comparações. Um tempo sem tempo algum. O mundo esquecido servia de testemunha. O poeta admirava o céu e escrevia poesias para o mar enquanto ela escrevia sua própria vida. Ao final queria que aquele fosse apenas o início de um novo registro. Pegou sua alma e fez de papel, e nela escreveu palavras de amor e segurança para serem lembradas para sempre e a cada instante.
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Ciclos
O período de chuvas começou mais uma vez aqui em Recife. Talvez esse ano tenha começado um pouco mais tarde do que no ano passado, mas as chuvas chegaram marcando o início de um novo ciclo e o término de outro. Assim como é o clima é a minha vida (ou a vida de cada um de nós). Sou verdadeiramente mulher, que a cada mês vive um ciclo! Em apenas 28 dias posso ser muitas criaturas em apenas uma... quem me conhece bem sabe do que estou falando. É interessante como alguns ciclos começam e terminam involuntariamente, enquanto outros, de certa forma, são provocados pelas escolhas que fazemos ou pela simplesmente necessidade de mudar. Um ciclo bastante "clássico" na minha vida é o da mudança! Primeiro vem a fase da inquietação, que desperta a necessidade da mudança, em seguida vem a fase da busca, onde são definidas as escolhas. Então vem a fase da dúvida, talvez a mais angustiante de todas, pois é preciso definir qual a "melhor escolha". Uma vez que a escolha é feita, então vem a fase do medo do novo e da incerteza da escolha certa. Em seguida, chega a fase da adaptação, onde as coisas vão encontrando seu lugar e, finalmente, vem a fase da acomodação, onde as coisas ficam quietas no seu lugar. Muitas pessoas evitam mudanças e podem ficar na fase da acomodação por muito tempo, algumas vezes para sempre. Eu não sou assim! Já me questionei muito por não ser assim e até briguei comigo por ser tão inquieta! Talvez, por um lado, a vida dos inquietos seja mais difícil, ora porque é preciso enfrentar a angústia da escolha ora pelo medo do novo, porém, por outro lado, acho que vivo de forma mais intensa, pois sou capaz de tirar proveito das tantas oportunidades que a vida me oferece. E assim como são os ciclos da chuva são os ciclos da minha vida... alguns mais longos do que os outros... alguns mais frequentes... alguns fáceis outros nem tanto! E assim sou eu, uma mulher de ciclos... uma mulher de fases, como aquela da música dos Raimundos... simplesmente complicada e perfeitinha!
domingo, 18 de março de 2012
Qual a minha cor?
O mar muda de cor. Estou aqui olhando o mar pela janela do meu quarto de onde posso vê-lo com toda a sua cor e imensidão. Hoje o mar está verde claro até um certo ponto, depois está de uma cor bem escura e depois fica azul. Outros dias ele começa azul claro e depois fica azul escuro. Outros dias ainda, quando a água está bem mexida, ele não tem uma cor definida...nem é verde e nem é azul. Acho que eu sou assim como o mar! Tem dias que estou azul ou até mesmo verde, mas tem dias que estou de uma cor indefinida de tanto que estou mexida dentro de mim! O azul e o verde, que refletem uma certa paz de espírito, por diversas vezes se misturam com a minha inquietude e acabam dando lugar a essa cor que eu não consigo definir. Nesses dias me sinto impaciente! A minha impaciência é resultado da minha necessidade de ter uma explicação para tudo... quero ter as coisas claras e bem resolvidas... quero saber de onde vem todas as cores... mas olho para dentro de mim e não consigo definir qual a cor da minha vida naquele momento. Como uma criança que faz birra quando quer alguma coisa, eu começo a "espernear" dentro de mim mesma numa tentativa de controlar a mistura de cores e sentimentos que me levam a essa cor sem nome. Então me dou conta de que as cores são únicas, assim como são os sentimentos e as pessoas. Cada um de nós tem a sua própria história e suas próprias cores! Me dou conta ainda de que nem tudo tem uma explicação, assim como as cores que habitam dentro de mim. Então de novo olho para o mar e admiro toda a sua imensidão... e todo o seu mistério! E de novo olho para dentro de mim... olho para essa cor indefinida, mas agora ao invés de me perguntar o motivo dessa cor eu simplesmente admiro todos os mistérios do meu ser e me pergunto qual será a minha cor no dia de amanhã!
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Vista limpa e alma lavada!
As vezes olho para trás e lembro de pessoas que fizeram parte da minha vida. Também recordo momentos. Mas, tudo isso acontece como num flash! É uma luz forte e rápida que vem, cega e depois se apaga. Fico cega por alguns momentos e acabo deixando me envolver por sentimentos que não mais me pertencem. Sinto o incômodo causado por essa luz forte que vem do nada e não me deixa enxergar direito a realidade! Houve um tempo em que eu ficava cega por mais tempo, mas hoje, felizmente, tudo isso acontece tão rápido quanto o flash de uma máquina fotográfica. De repente, consigo acordar dessa cegueira momentânea e me enxergo novamente. Abro os olhos e enxergo a minha realidade! Enxergo as pessoas que fazem parte da minha vida hoje. Consigo sentir que elas estão aqui do meu lado, mesmo que muitas vezes estejam distantes. E isso é muito bom! Hoje não vivo mais de recordações! Hoje eu simplesmente vivo o hoje! E a cada flash que acontece, aprendi que basta esperar um pouco até a luz parar de incomodar. A vista embaçada e o aperto no coração também logo passam... dando lugar a uma vista limpa e a uma alma lavada!
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
2011 foi um ano de...
muitas viagens
alguns encontros
algumas despedidas
muita emoção
muitas descobertas
muitos desafios
novos amigos
antigos amores
alguns reencontros
uma certa incerteza
algumas decepções
muito amor
muito aprendizado
e para você? 2011 foi um ano de...
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