sábado, 2 de abril de 2011
Espontaneidade
Esta semana fiquei com esta palavra na minha cabeça: Espontaneidade! Fiquei pensando o quanto é bom quando eu consigo ser espontânea com alguém ou em determinadas situações. Quando isso acontece sinto que estou a vontade e que posso ser eu mesma, ou seja, não preciso ficar "pisando em ovos" e com receio de falar alguma besteira ou cometer algum erro. Acredito que existem pessoas que conseguem ser espontâneas na maioria das situações e pouco importam-se com o outro que a está observando, ou seja, não ligam para julgamento do outro. Acho que aí esta a diferença entre eu conseguir ser espontânea ou não. Acho que a espontaneidade se perde quando estou passando por uma situação onde não me sinto segura e acho que estou sendo colocada a prova, ou seja, eu acho que tem alguém me observando e avaliando meus gestos ou palavras. Por um lado pode ser que esse observador nem exista e eu estou me sentindo incomodada à toa, ou seja, a pessoa com quem estou interagindo não está me observando e muito menos medindo minhas palavras ou gestos. Tudo não passa de uma ilusão criada pela minha cabeça, por mais uma vez ter receio de errar em uma situação sobre a qual não me sinto segura ou não estou no controle. Por outro lado, se esse observador de fato existe e está querendo me julgar ou me colocar a prova de uma maneira "destrutiva", então eu devo repensar a minha postura diante dessa situação e não mais permitir que isso acabe com a minha espontaneidade. Ser espontâneo é deixar transparecer o nosso lado mais natural e verdadeiro... então por que esconder isso? Será que realmente existem situações onde devemos deixar a espontaneidade de lado e devemos vestir uma máscara que seja mais adequada? É lamentável que tenhamos que vestir máscaras, pois, com certeza, ser espontâneo é muito mais divertido! Porém, algumas vezes o receio da exposição e do julgamento não nos deixam mostrar a nossa mais pura essência...aquela que faz de cada um de nós um ser único e sem igual!
sábado, 26 de março de 2011
Sopa de cebola com queijo
Voltei... ou melhor cheguei... Cheguei a Recife! Apesar de já estar aqui desde o dia 28 de Fevereiro, hoje alguma coisa mudou dentro de mim. O motivo dessa mudança não está bem claro e, de certa forma, não precisa estar. Mas, com certeza, o fato de eu ter ido tomar uma sopa de cebola com queijo no restaurante que fica em frente ao meu apartamento mexeu comigo. Antes de mais nada, vale ressaltar que a sopa estava uma delícia!!! Mas, o melhor de tudo foi a conversa que tive com a proprietária do restaurante. A princípio começamos uma conversa meio acanhada, mas depois de algum tempo já estávamos falando de nossas vidas e trocando experiências. Ela me disse muitas coisas que eu estava realmente precisando escutar, ou melhor, precisava relembrar! Nós conversamos muito sobre muitas coisas diferentes... falamos de como não temos controle sobre nossas vidas, de como não é possível planejar, que ao invés de planejar devemos sonhar, discutimos os alicerces de um relacionamento (admiração, companheirismo e respeito), falamos sobre frustrações e da importância do recomeço! Todos esses assuntos foram tocados durante a nossa conversa e a cada momento eu me imaginava escrevendo sobre eles. Confesso que fiquei confusa sem saber por onde começar ou melhor recomeçar a escrever no blog. Confesso também que estava com medo de voltar a escrever, medo de não conseguir mais me expressar através de palavras por simplesmente não mais saber o que se passa dentro de mim... medo de não me encontrar novamente, medo de ter me perdido no caminho entre Manchester e Recife! Acho que esse medo de postar pode ter sido o início de uma auto-sabotagem, ou seja, eu poderia estar fazendo algo para me prejudicar mesmo que fosse inconscientemente. Deixar de escrever no blog mostraria que aquela Bernadette lá de Manchester, que eu tanto admiro, não teria conseguido sobreviver às mudanças dos últimos tempos. Porém, hoje, após tomar a sopa de cebola com queijo, tendo como acompanhamento uma conversa extremamente interessante, resolvi que voltaria a escrever. Pode ser que este post não esteja assim tão bem elaborado, mas já é um recomeço e eu estou feliz por ter recomeçado. Estou mais feliz ainda porque tenho certeza que aos poucos vou deixar o medo de lado e voltarei a escrever, ou melhor, voltarei a me expressar, através das novas descobertas e das novas lições aprendidas!
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Dessa vez foi diferente...
Hoje faz uma semana que sai da Inglaterra e voltei para o Brasil. A viagem de volta foi bem tranquila, apesar de toda a ansiedade que senti nos dias anteriores, quando eu pensava como seria deixar a vida em Manchester e voltar para Fortaleza. Nesta cidade vivem as pessoas que eu mais amo, mas ao mesmo tempo é cheia de recordações capazes de deixar meu coração apertado e a mulher que habita dentro de mim insegura. Felizmente, depois de uma semana, acho que tenho me saído muito bem! Todas as recordações maravilhosas que eu tenho dos últimos meses agora ocupam um lugar importante na minha memória e no meu coração, deixando o passado no fundo da pilha das minhas recordações. Além disso, fiz mais uma descoberta! Descobri que tudo o que eu conquistei me pertence e faz parte de mim! Minhas conquistas e sentimentos estarão comigo onde quer que eu vá! Ao retornar de outras viagens que fiz para a Europa eu sempre tinha a sensação de que ao voltar para Fortaleza eu não poderia ter o que eu tinha quando estava lá ou não poderia ser a pessoa que eu era quando estava lá. Dessa vez foi diferente... eu sinto que posso ter o que quiser e posso simplesmente ser eu mesma onde quer que eu esteja! Estou conseguindo me apropriar de mim mesma, estou aprendendo a me respeitar e me amar do jeitinho que sou... e isso é simplesmente maravilhoso! Porém, confesso que ainda tenho medo de perder tudo isso! Tenho medo de perder meu centro e o equilíbrio que tenho procurado estabelecer entre as diversas facetas de mim mesma... a emocional e a racional, a menina e a mulher, aquela que curte a vida e aquela que trabalha, a independente e a que compartilha... enfim, facetas de uma mulher que está aprendendo a viver e que, simplesmente, busca ser feliz independente do lugar onde está!
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Misto de emoções e sentimentos
A contagem regressiva para a minha viagem de volta para o Brasil já começou e em menos de duas semanas estarei novamente em Fortaleza! Nos últimos dias tenho sentido um misto de emoções dentro de mim! Alegria, medo, ansiedade e tristeza. Os motivos para a alegria e a ansiedade são óbvios! O medo está relacionado com as mudanças que me esperam quando eu chegar... novo trabalho, nova cidade e nova casa... tudo novo de novo! E a tristeza? Ah essa daí tem mexido muito comigo! Estou triste por ter que deixar para trás tudo o que eu conquistei nos últimos meses. Estou triste por ter que deixar meu cantinho na Old Oak Street, que, apesar de não ter muita mobília, acabou se transformando em um lugar aconchegante e acolhedor, pois eu preenchi a falta de mobília com fotos das pessoas que eu amo e com pequenas coisas que fui comprando durante as viagens e passeios que fiz por aqui. Cada uma dessas coisas tem um significado para mim e faz parte das minhas conquistas recentes. Semana passada, quando comecei a arrumar as malas tive uma sensação estranha, pois comecei a pensar que estas conquistas, que para mim são tão grandiosas, se resumem as malas que levarei comigo de volta para o Brasil. Eu sei que pensar assim não é justo comigo mesma, porque o que eu conquistei é muito maior do que as coisas que foram compradas durante esse tempo. Minhas conquistas ficarão para sempre comigo, onde quer que eu esteja, pois são as recordações, os sentimentos, os amigos verdadeiros, o amadurecimento pessoal e profissional... enfim, tudo que não pode ser guardado em uma das minhas três malas! Tenho procurado focar meu pensamento nisso, mas as vezes não é fácil! Assim como não foi fácil escrever esse post... pois, nesse momento, sou um misto de emoções e sentimentos!
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Tudo tem seu tempo e a sua hora!
Hoje não é uma dia ensolarado na cidade de Manchester, mas, mesmo assim, resolvi abrir as cortinas do meu apartamento. Precisava olhar para o mundo lá fora para relembrar que a vida vai muito mais além dos pensamentos que me consumiam logo de manhã cedo. Antes de levantar da cama e abrir as cortinas, eu fiquei mais de uma hora deitada sem ter coragem para levantar, mas não porque estava frio e sim porque fiquei pensando nas mil e uma coisas que tenho para fazer hoje e nos próximos 30 dias. Então, me dei conta de que eu já iria começar o dia cansada, pois, em apenas uma hora, eu estava tentando resolver, na minha cabeça, coisas que terei um mês ou mais para resolver. Foi quando decidi me levantar e abrir as cortinas! Olhei para a vida lá fora e respirei fundo! Aos poucos fui conseguindo me acalmar e focar no presente, mais especificamente nas coisas que posso fazer hoje, afinal de contas não preciso antecipar resoluções ou tarefas que não precisam ser cumpridas agora, pois tudo tem o seu tempo e a sua hora! Se temos 24 horas para viver um dia e 720 horas para viver um mês, então por que tentar fazer tudo em uma hora e ainda por cima apenas na minha cabeça, ou seja, apenas na teoria? Na prática as coisas são bem diferentes! Quando de fato resolvemos fazer algo, muitas vezes percebemos como as coisas são mais simples do que aquilo que imaginamos. Então, por que ficar horas e horas imaginando e, algumas vezes, até sofrendo por uma situação que, na realidade, nem sabemos como vai acontecer de verdade? Não estou dizendo que é fácil deixar esses pensamentos de lado, mas me pergunto o que me leva a agir dessa forma. Ainda não tenho uma resposta clara na minha cabeça para esta pergunta, mas também não vou usar as minhas próximas horas pensando nisso, pois, além de ter muitas coisas para fazer HOJE, tenho certeza que, aos poucos, aprenderei a diminuir esses bombardeios de pensamentos!
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Nos últimos meses descobri que...
é lindo ver a neve caindo, mas pode ser assustador andar na neve
o lixo da minha rua é recolhido na sexta-feira de manhã cedo
existe amizade verdadeira
o mundo está ficando menor
gosto de viajar sozinha
posso usar minha câmera fotográfica no modo manual
em geral, os ingleses são muito educados e os chineses são muito divertidos
é bom demais fazer uma compra online e receber no dia seguinte
tomar banho quente ajuda a passar o frio
serei madrinha da Maria Paula
aos 35 me tornei a mulher que eu sonhava ser quando tinha 25
a vista do topo da Torre Eiffel é linda
posso ter e manter um blog
é maravilhoso fazer as próprias escolhas
viver o momento é simplesmente mágico
é possível sentir o carinho daqueles que me amam mesmo estando longe
vou sentir saudades desse momento de descobertas que eu estou vivendo...
E você? O que descobriu nos últimos meses?
o lixo da minha rua é recolhido na sexta-feira de manhã cedo
existe amizade verdadeira
o mundo está ficando menor
gosto de viajar sozinha
posso usar minha câmera fotográfica no modo manual
em geral, os ingleses são muito educados e os chineses são muito divertidos
é bom demais fazer uma compra online e receber no dia seguinte
tomar banho quente ajuda a passar o frio
serei madrinha da Maria Paula
aos 35 me tornei a mulher que eu sonhava ser quando tinha 25
a vista do topo da Torre Eiffel é linda
posso ter e manter um blog
é maravilhoso fazer as próprias escolhas
viver o momento é simplesmente mágico
é possível sentir o carinho daqueles que me amam mesmo estando longe
vou sentir saudades desse momento de descobertas que eu estou vivendo...
E você? O que descobriu nos últimos meses?
sábado, 8 de janeiro de 2011
Home is where the heart is!

Ontem eu estava no aeroporto de Amsterdam para pegar o vôo de volta para Manchester quando um dos guardas que fazem a vistoria das malas perguntou se eu estava voltando para casa. Na mesma hora eu respondi que não, que eu estava voltando para a Inglaterra e que a minha casa era em Fortaleza. Depois que eu respondi, fiquei pensando nisso! Durante as duas semanas que passei na Holanda eu senti muitas saudades da minha casa em Manchester. No fundo eu não estava com saudades da casa e sim das coisas boas que ela me traz, principalmente, a sensação de liberdade que eu tenho desde que cheguei aqui. Acho que eu estava com medo de perder esse sentimento e por isso queria tanto voltar para Manchester. Porém, pensando melhor, eu cheguei a conclusão de que não posso associar as coisas boas que tenho vivido à minha casa em Manchester, pois daqui a pouco voltarei para o Brasil e, de alguma forma, pretendo levar esses sentimentos na minha mala para poder usufruir deles em qualquer lugar que eu estiver. Eu já tive outras "casas" na minha vida e foi muito doloroso ter que deixá-las, mas hoje eu percebo que a dor não foi por deixar aquele espaço e sim por ter que abrir mão de tudo de bom que eu tive quando estava lá. Essa dor maior já passou e deu lugar a outros sentimentos novos e até melhores do que aqueles que ficaram para trás. E isso é muito bom... É maravilhoso saber que podemos recomeçar e construir uma nova casa, ou melhor, um novo conjunto de sentimentos. Acredito que cada casa em que vivemos representa um momento da nossa vida ou, por outro lado, uma mesma casa pode representar sensações diferentes! Quantas vezes sonhamos em voltar para casa porque queremos a tranquilidade do nosso cantinho ou porque desejamos estar ao lado daqueles que moram conosco? Ou ainda porque é o único lugar que nos sentimos seguros naquele momento? Por outro lado, quantas vezes já desejamos não ir para casa porque não queremos enfrentar os problemas que nos aguardam por lá ou não queremos sentir a solidão que nos espera? Enfim, quando falamos "voltar para casa" acho que nos referimos ao lugar onde estão os nossos sentimentos naquele momento! Quando respondi ao guarda que não estava voltando para casa é porque naquele momento meu coração não estava em Manchester e sim em Fortaleza... afinal de contas umas das melhores descobertas que eu fiz ultimamente é que "Home is where the heart is!" (Lar é o lugar onde está o coração)
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