domingo, 15 de maio de 2011
... e a bolha estourou!
Eu sempre digo que durante muitos anos eu vivi em uma "bolha", onde tudo era devidamente planejado e controlado. Passei muito tempo achando que eu tinha controle sobre a minha vida e fazendo planos a longo prazo... aos 25 anos eu achava que sabia como seria minha vida aos 50! Porém, de uma hora para outra essa bolha estourou e eu me vi exposta a um mundo que eu não conhecia, onde as coisas não eram controladas e assim não era possível ter uma vida planejada. Por diversas vezes eu me culpei por ter feito a bolha estourar, pois comecei a ficar inquieta e de tanto eu me mexer lá dentro acho que ela acabou estourando! Eu me culpava porque no início a vida do lado de fora não foi nada fácil e eu tive que fazer escolhas que, algumas vezes, me levaram a decepções, frustrações e momentos difíceis! Porém, com o passar do tempo eu fui percebendo que, apesar de não ser fácil, a vida do lado de fora é bem mais emocionante. O poder de fazer escolhas, conhecer pessoas e lugares, viver momentos únicos, sentir aquele frio na barriga ao enfrentar o novo, aprender com os erros, estar em movimento, crescer, amadurecer... enfim, tudo isso torna a vida do lado de fora da bolha muito mais gostosa de ser vivida! É uma vida sem controle, onde eu posso mudar meus planos e escolher novos caminhos! Poxa...como é bom poder mudar! Hoje, fora da bolha, eu percebo que para viver é preciso ter coragem para se jogar, se entregar ao novo... é preciso arriscar! Mas também é muito importante estar preparado para seguir em frente se algo der errado, pois quando nos jogamos podemos nos machucar. Nessa hora é preciso cuidar com bastante carinho dos nossos machucados para que eles parem de doer e a gente possa ter coragem para arriscar e enfrentar o novo de novo outra vez!
quinta-feira, 5 de maio de 2011
O "resto do mundo" é gente demais!
Pouco tempo atrás eu senti algumas lágrimas escorrerem pelo meu rosto... lágrimas que vieram do fundo da minha alma e lavaram meu coração. Em seguida me senti aliviada e uma grande paz tomou conta de mim! É como se eu tivesse tido a resposta para uma pergunta que me angustiava e que eu não sabia responder! A resposta é simples e de certa forma óbvia, mas acho que o fato de eu ter conseguido enxergar isso de maneira mais clara trouxe essa paz para o meu coração. Eu sempre me pergunto porque quero tanto acertar e fazer as coisas com perfeição... seja como filha, irmã, amiga, professora, orientadora, mulher! A resposta é simples: eu tenho medo de decepcionar! Acho que é normal não querermos decepcionar as pessoas que amamos e que admiramos. Porém, o peso fica muito grande quando não queremos decepcionar o "resto do mundo"! O resto do mundo é gente demais!!! É difícil, não? Já faz algum tempo que eu venho tentando deixar isso de lado, mas confesso que as vezes me pego angustiada porque acho que decepcionei alguém! Eu acredito que não querer decepcionar é natural e faz parte do ser humano, porém o que preciso fazer é escolher quem realmente não quero decepcionar porque o "resto do mundo" é gente demais!!!
PS: Obrigada Nusa!
PS: Obrigada Nusa!
domingo, 1 de maio de 2011
O Patinho Feio
Saudades de escrever aqui no blog! Apesar de fazer quase um mês que escrevi o último post, eu sempre lembro do blog e das descobertas retratadas através dos meus posts. Ultimamente tive varias ideias, mas ao invés de escrevê-las aqui eu acabei elaborando todo um pensamento na minha cabeça e deixei de lado o ato de registrar e compartilhar as novas descobertas e lições aprendidas. O fato é que muita coisa tem acontecido! Lugares novos, pessoas novas e um monte de novas sensações... Dentre as inúmeras sensações, uma das mais marcantes está relacionada a história do Patinho Feio! Este conto marcou minha infância, talvez por ter sido um dos livros que eu ganhei da minha mãe por ter tirado um bom conceito quando ainda fazia parte do Sabidinho do Colégio 7 de Setembro, como também marcou a minha fase adulta quando li a interpretação dada a ele no livro "Mulheres que correm com os lobos". É engraçado como, por diversas vezes, eu me senti um patinho feio no meio de determinadas tribos, tentando me encaixar em um lugar onde não necessariamente eu gostaria de estar. Essa sensação de "não pertencimento" me machucava e fazia eu me sentir deslocada ou inferior aos outros. Hoje eu percebo que essa sensação surgia porque de fato aquela tribo não era a minha... certos valores e atitudes não refletiam meus próprios valores e a minha própria essência! Por mais que eu tentasse me encaixar eu não conseguia me sentir como "parte de"! Felizmente, por outro lado, existe a sensação de "pertencimento" que é simplesmente maravilhosa!!! Esta sensação tão especial e reconfortante tem sido muito presente na minha vida ultimamente! Eu sinto que hoje faço parte da família a qual eu realmente pertenço, tenho os amigos que eu escolhi para mim e trabalho com pessoas com as quais me identifico! Tudo isso me dá uma grande tranquilidade e enche o meu coração de paz, amor e coragem para enfrentar a vida! Por isso, procuro deixar essa chama do pertencimento sempre acesa no meu coração! Porém, sei que, apesar do meu esforço, o patinho feio ainda virá me visitar de vez em quando! Ele chegará de mansinho com aquele ar tristinho de quem não é compreendido ou de quem foi insultado por alguém. Nessa hora eu sei que precisarei cuidar dele, ajudando a relembrar todas as coisas maravilhosas que ele já conquistou e, acima de tudo, ajudando nas buscas por suas verdadeiras tribos!
sábado, 2 de abril de 2011
Espontaneidade
Esta semana fiquei com esta palavra na minha cabeça: Espontaneidade! Fiquei pensando o quanto é bom quando eu consigo ser espontânea com alguém ou em determinadas situações. Quando isso acontece sinto que estou a vontade e que posso ser eu mesma, ou seja, não preciso ficar "pisando em ovos" e com receio de falar alguma besteira ou cometer algum erro. Acredito que existem pessoas que conseguem ser espontâneas na maioria das situações e pouco importam-se com o outro que a está observando, ou seja, não ligam para julgamento do outro. Acho que aí esta a diferença entre eu conseguir ser espontânea ou não. Acho que a espontaneidade se perde quando estou passando por uma situação onde não me sinto segura e acho que estou sendo colocada a prova, ou seja, eu acho que tem alguém me observando e avaliando meus gestos ou palavras. Por um lado pode ser que esse observador nem exista e eu estou me sentindo incomodada à toa, ou seja, a pessoa com quem estou interagindo não está me observando e muito menos medindo minhas palavras ou gestos. Tudo não passa de uma ilusão criada pela minha cabeça, por mais uma vez ter receio de errar em uma situação sobre a qual não me sinto segura ou não estou no controle. Por outro lado, se esse observador de fato existe e está querendo me julgar ou me colocar a prova de uma maneira "destrutiva", então eu devo repensar a minha postura diante dessa situação e não mais permitir que isso acabe com a minha espontaneidade. Ser espontâneo é deixar transparecer o nosso lado mais natural e verdadeiro... então por que esconder isso? Será que realmente existem situações onde devemos deixar a espontaneidade de lado e devemos vestir uma máscara que seja mais adequada? É lamentável que tenhamos que vestir máscaras, pois, com certeza, ser espontâneo é muito mais divertido! Porém, algumas vezes o receio da exposição e do julgamento não nos deixam mostrar a nossa mais pura essência...aquela que faz de cada um de nós um ser único e sem igual!
sábado, 26 de março de 2011
Sopa de cebola com queijo
Voltei... ou melhor cheguei... Cheguei a Recife! Apesar de já estar aqui desde o dia 28 de Fevereiro, hoje alguma coisa mudou dentro de mim. O motivo dessa mudança não está bem claro e, de certa forma, não precisa estar. Mas, com certeza, o fato de eu ter ido tomar uma sopa de cebola com queijo no restaurante que fica em frente ao meu apartamento mexeu comigo. Antes de mais nada, vale ressaltar que a sopa estava uma delícia!!! Mas, o melhor de tudo foi a conversa que tive com a proprietária do restaurante. A princípio começamos uma conversa meio acanhada, mas depois de algum tempo já estávamos falando de nossas vidas e trocando experiências. Ela me disse muitas coisas que eu estava realmente precisando escutar, ou melhor, precisava relembrar! Nós conversamos muito sobre muitas coisas diferentes... falamos de como não temos controle sobre nossas vidas, de como não é possível planejar, que ao invés de planejar devemos sonhar, discutimos os alicerces de um relacionamento (admiração, companheirismo e respeito), falamos sobre frustrações e da importância do recomeço! Todos esses assuntos foram tocados durante a nossa conversa e a cada momento eu me imaginava escrevendo sobre eles. Confesso que fiquei confusa sem saber por onde começar ou melhor recomeçar a escrever no blog. Confesso também que estava com medo de voltar a escrever, medo de não conseguir mais me expressar através de palavras por simplesmente não mais saber o que se passa dentro de mim... medo de não me encontrar novamente, medo de ter me perdido no caminho entre Manchester e Recife! Acho que esse medo de postar pode ter sido o início de uma auto-sabotagem, ou seja, eu poderia estar fazendo algo para me prejudicar mesmo que fosse inconscientemente. Deixar de escrever no blog mostraria que aquela Bernadette lá de Manchester, que eu tanto admiro, não teria conseguido sobreviver às mudanças dos últimos tempos. Porém, hoje, após tomar a sopa de cebola com queijo, tendo como acompanhamento uma conversa extremamente interessante, resolvi que voltaria a escrever. Pode ser que este post não esteja assim tão bem elaborado, mas já é um recomeço e eu estou feliz por ter recomeçado. Estou mais feliz ainda porque tenho certeza que aos poucos vou deixar o medo de lado e voltarei a escrever, ou melhor, voltarei a me expressar, através das novas descobertas e das novas lições aprendidas!
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Dessa vez foi diferente...
Hoje faz uma semana que sai da Inglaterra e voltei para o Brasil. A viagem de volta foi bem tranquila, apesar de toda a ansiedade que senti nos dias anteriores, quando eu pensava como seria deixar a vida em Manchester e voltar para Fortaleza. Nesta cidade vivem as pessoas que eu mais amo, mas ao mesmo tempo é cheia de recordações capazes de deixar meu coração apertado e a mulher que habita dentro de mim insegura. Felizmente, depois de uma semana, acho que tenho me saído muito bem! Todas as recordações maravilhosas que eu tenho dos últimos meses agora ocupam um lugar importante na minha memória e no meu coração, deixando o passado no fundo da pilha das minhas recordações. Além disso, fiz mais uma descoberta! Descobri que tudo o que eu conquistei me pertence e faz parte de mim! Minhas conquistas e sentimentos estarão comigo onde quer que eu vá! Ao retornar de outras viagens que fiz para a Europa eu sempre tinha a sensação de que ao voltar para Fortaleza eu não poderia ter o que eu tinha quando estava lá ou não poderia ser a pessoa que eu era quando estava lá. Dessa vez foi diferente... eu sinto que posso ter o que quiser e posso simplesmente ser eu mesma onde quer que eu esteja! Estou conseguindo me apropriar de mim mesma, estou aprendendo a me respeitar e me amar do jeitinho que sou... e isso é simplesmente maravilhoso! Porém, confesso que ainda tenho medo de perder tudo isso! Tenho medo de perder meu centro e o equilíbrio que tenho procurado estabelecer entre as diversas facetas de mim mesma... a emocional e a racional, a menina e a mulher, aquela que curte a vida e aquela que trabalha, a independente e a que compartilha... enfim, facetas de uma mulher que está aprendendo a viver e que, simplesmente, busca ser feliz independente do lugar onde está!
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Misto de emoções e sentimentos
A contagem regressiva para a minha viagem de volta para o Brasil já começou e em menos de duas semanas estarei novamente em Fortaleza! Nos últimos dias tenho sentido um misto de emoções dentro de mim! Alegria, medo, ansiedade e tristeza. Os motivos para a alegria e a ansiedade são óbvios! O medo está relacionado com as mudanças que me esperam quando eu chegar... novo trabalho, nova cidade e nova casa... tudo novo de novo! E a tristeza? Ah essa daí tem mexido muito comigo! Estou triste por ter que deixar para trás tudo o que eu conquistei nos últimos meses. Estou triste por ter que deixar meu cantinho na Old Oak Street, que, apesar de não ter muita mobília, acabou se transformando em um lugar aconchegante e acolhedor, pois eu preenchi a falta de mobília com fotos das pessoas que eu amo e com pequenas coisas que fui comprando durante as viagens e passeios que fiz por aqui. Cada uma dessas coisas tem um significado para mim e faz parte das minhas conquistas recentes. Semana passada, quando comecei a arrumar as malas tive uma sensação estranha, pois comecei a pensar que estas conquistas, que para mim são tão grandiosas, se resumem as malas que levarei comigo de volta para o Brasil. Eu sei que pensar assim não é justo comigo mesma, porque o que eu conquistei é muito maior do que as coisas que foram compradas durante esse tempo. Minhas conquistas ficarão para sempre comigo, onde quer que eu esteja, pois são as recordações, os sentimentos, os amigos verdadeiros, o amadurecimento pessoal e profissional... enfim, tudo que não pode ser guardado em uma das minhas três malas! Tenho procurado focar meu pensamento nisso, mas as vezes não é fácil! Assim como não foi fácil escrever esse post... pois, nesse momento, sou um misto de emoções e sentimentos!
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