domingo, 12 de junho de 2011

Apenas cante!

Tenho um quadro no meu quarto que diz assim: "Sing like no one is listening!", que quer dizer: "Cante como se ninguém estivesse te escutando!". Eu adorei essa frase no momento em que bati o olho nela! Acho que gostei da frase porque gosto muito de cantar, mas sou muito desafinada e, para completar, são poucas as músicas que eu sei "de cor e salteado"! E essa frase me diz que mesmo sem saber cantar nada me impede que eu simplesmente cante como se ninguém estivesse me escutando... que eu simplesmente cante sem ter que mostrar isso para ninguém ou esperar que alguém goste disso... que eu simplesmente cante pelo prazer que isso proporciona para mim e mais ninguém! Tenho dito para mim: "Apenas cante! Cante para você, pois você é a pessoa mais importante da sua vida!". Nem sempre precisamos cantar e mostrar ao resto do mundo (o resto do mundo é gente demais!) "o que" ou "como" estamos cantando. Quando escutamos e cantamos uma música animada é sinal de que estamos felizes? Quando escutamos uma música mais romântica quer dizer que ou estamos apaixonados ou estamos curtindo uma "dor de cotovelo"? E quando escutamos uma música das antigas, será que estamos curtindo um momento de nostalgia? Pode ser que sim, mas pode ser que não... as vezes o que cantamos nem sempre reflete o que sentimos de fato! As vezes cantamos e queremos que os outros cantem junto com a gente, simplesmente porque são pessoas queridas e queremos compartilhar aquele momento em especial, seja ele de alegria ou não. Porém, as vezes cantamos apenas para nos exibir, não é? No fundo eu acredito que o mais importante é apenas cantar, sem esperar do outro uma aprovação ou até mesmo uma salvação. Mas, o mais importante é não se cobrar na hora de cantar e nem achar que os outros precisam saber o que você está cantando naquele momento! Se você quiser fazer um espetáculo e cantar para um grande público então tudo bem, se você quiser fazer um pequeno show e cantar apenas para pessoas especiais então tudo bem e se você estiver embaixo do chuveiro e quiser cantar apenas para você então tudo bem também! No fundo, o público não importa! Se você tiver vontade de cantar então cante! Apenas cante! Apenas sinta! Apenas viva!

PS: Nesse momento eu canto a música "Let it be!" dos Beatles. E você, quer me dizer o que está cantando agora?

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Superação

Hoje estava tomando café da manhã e assistindo televisão quando passou uma reportagem sobre a despedida do Ronaldo Fenônemo da Seleção Brasileira de Futebol. Eu assisti a reportagem completa e no final fiquei emocionada com as palavras que foram ditas sobre a capacidade de superação do Ronaldinho, que, por tantas vezes, teves problemas de saúde, mas, mesmo assim, acabava retornando aos campos. Foram exibidas várias imagens do Ronaldo ao som da música "deixa a vida me levar" do Zeca Pagodinho. Enquanto eu assistia ao clip fiquei realmente emocionada e mais uma vez senti lágrimas lavando a minha alma! A superação do Ronaldo tocou o meu coração e no fundo me fez lembrar dos meus tantos momentos de superação! Mas acho que o que mais me tocou foi sentir que cada um de nós supera seus momentos difíceis no seu próprio tempo e da sua própria maneira. Muitas vezes, pessoas distintas enfrentam o mesmo problema, mas o superam de maneira diferente. Alguns encaram de frente enquanto outros apenas o colocam embaixo do tapete para que ele não possa mais ser visto... como se, dessa forma, ele fosse ser resolvido. Aqueles que encaram o problema de frente ainda podem resolvê-lo de forma mais racional ou mais emocional... isso vai depender de cada um! Não podemos querer que todos resolvem seus problemas da mesma maneira, que sejam práticos ou sensíveis, afinal de contas cada um tem a sua própria bagagem de vida. É esta bagagem que, muitas vezes, determina como agimos, reagimos e superamos! Não cabe a nós julgar as reações dos outros porque não sabemos o que está sendo carregado na mala do outro... nem tão pouco devemos nos julgar ou cobrar porque, muitas vezes, nossa mala está carregada de coisas que não lembramos mais ou que não gostaríamos mais de carregar, mas ainda assim carregamos. A nossa bagagem começa a ser arrumada quando nascemos e vai aumentando a medida em que viajamos pela vida! Assim, não podemos esquecer que os sentimentos, as lembranças, experiências e lições aprendidas acumuladas ao longo dessa jornada influenciam diretamente nossas ações, reações e, principalmente, nossa capacidade de superação.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

The end

Definitivamente eu sou uma pessoa bastante persistente em tudo o que faço! Mas, ser assim tão persistente pode ser muito bom ou muito ruim. O lado bom é que eu não desisto fácil e faço de tudo para sobrepor os obstáculos que encontro no meio do caminho. Corro atrás dos meus sonhos e procuro cumprir minhas metas! Eu luto e busco alternativas... vou do plano A ao plano Z se for preciso! O lado ruim é que eu tenho dificuldades para identificar o momento de parar de tentar! Eu persisto tanto que as vezes não enxergo que é melhor deixar quieto e não interferir mais...que é preciso deixar a vida seguir um curso diferente daquele que eu denomino como o "curso certo das coisas"! Eu sempre acreditei que não podia desistir e que não podia deixar as coisas fracassarem ou acabarem... Como pode um relacionamento acabar? Como pode uma experiência profissional não dar certo? Como isso é possível se eu fiz de tudo para que desse "tudo certo"? A grande questão está aí: o que significa de fato dar "tudo certo"? Será que o fim de algo pode significar que "tudo está certo"? Bom, hoje eu acredito que sim. Por mais dificuldades que eu tenha em aceitar que as coisas podem tomar um rumo diferente daquele que eu denominei como "certo", hoje eu acredito que o fim de algo pode ser a melhor saída. Aprendi que é preciso aceitar "o fim" e procuro sempre lembrar que junto de um fim pode vir um novo começo!

domingo, 15 de maio de 2011

... e a bolha estourou!

Eu sempre digo que durante muitos anos eu vivi em uma "bolha", onde tudo era devidamente planejado e controlado. Passei muito tempo achando que eu tinha controle sobre a minha vida e fazendo planos a longo prazo... aos 25 anos eu achava que sabia como seria minha vida aos 50! Porém, de uma hora para outra essa bolha estourou e eu me vi exposta a um mundo que eu não conhecia, onde as coisas não eram controladas e assim não era possível ter uma vida planejada. Por diversas vezes eu me culpei por ter feito a bolha estourar, pois comecei a ficar inquieta e de tanto eu me mexer lá dentro acho que ela acabou estourando! Eu me culpava porque no início a vida do lado de fora não foi nada fácil e eu tive que fazer escolhas que, algumas vezes, me levaram a decepções, frustrações e momentos difíceis! Porém, com o passar do tempo eu fui percebendo que, apesar de não ser fácil, a vida do lado de fora é bem mais emocionante. O poder de fazer escolhas, conhecer pessoas e lugares, viver momentos únicos, sentir aquele frio na barriga ao enfrentar o novo, aprender com os erros, estar em movimento, crescer, amadurecer... enfim, tudo isso torna a vida do lado de fora da bolha muito mais gostosa de ser vivida! É uma vida sem controle, onde eu posso mudar meus planos e escolher novos caminhos! Poxa...como é bom poder mudar! Hoje, fora da bolha, eu percebo que para viver é preciso ter coragem para se jogar, se entregar ao novo... é preciso arriscar! Mas também é muito importante estar preparado para seguir em frente se algo der errado, pois quando nos jogamos podemos nos machucar. Nessa hora é preciso cuidar com bastante carinho dos nossos machucados para que eles parem de doer e a gente possa ter coragem para arriscar e enfrentar o novo de novo outra vez!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

O "resto do mundo" é gente demais!

Pouco tempo atrás eu senti algumas lágrimas escorrerem pelo meu rosto... lágrimas que vieram do fundo da minha alma e lavaram meu coração. Em seguida me senti aliviada e uma grande paz tomou conta de mim! É como se eu tivesse tido a resposta para uma pergunta que me angustiava e que eu não sabia responder! A resposta é simples e de certa forma óbvia, mas acho que o fato de eu ter conseguido enxergar isso de maneira mais clara trouxe essa paz para o meu coração. Eu sempre me pergunto porque quero tanto acertar e fazer as coisas com perfeição... seja como filha, irmã, amiga, professora, orientadora, mulher! A resposta é simples: eu tenho medo de decepcionar! Acho que é normal não querermos decepcionar as pessoas que amamos e que admiramos. Porém, o peso fica muito grande quando não queremos decepcionar o "resto do mundo"! O resto do mundo é gente demais!!! É difícil, não? Já faz algum tempo que eu venho tentando deixar isso de lado, mas confesso que as vezes me pego angustiada porque acho que decepcionei alguém! Eu acredito que não querer decepcionar é natural e faz parte do ser humano, porém o que preciso fazer é escolher quem realmente não quero decepcionar porque o "resto do mundo" é gente demais!!!

PS: Obrigada Nusa!

domingo, 1 de maio de 2011

O Patinho Feio

Saudades de escrever aqui no blog! Apesar de fazer quase um mês que escrevi o último post, eu sempre lembro do blog e das descobertas retratadas através dos meus posts. Ultimamente tive varias ideias, mas ao invés de escrevê-las aqui eu acabei elaborando todo um pensamento na minha cabeça e deixei de lado o ato de registrar e compartilhar as novas descobertas e lições aprendidas. O fato é que muita coisa tem acontecido! Lugares novos, pessoas novas e um monte de novas sensações... Dentre as inúmeras sensações, uma das mais marcantes está relacionada a história do Patinho Feio! Este conto marcou minha infância, talvez por ter sido um dos livros que eu ganhei da minha mãe por ter tirado um bom conceito quando ainda fazia parte do Sabidinho do Colégio 7 de Setembro, como também marcou a minha fase adulta quando li a interpretação dada a ele no livro "Mulheres que correm com os lobos". É engraçado como, por diversas vezes, eu me senti um patinho feio no meio de determinadas tribos, tentando me encaixar em um lugar onde não necessariamente eu gostaria de estar. Essa sensação de "não pertencimento" me machucava e fazia eu me sentir deslocada ou inferior aos outros. Hoje eu percebo que essa sensação surgia porque de fato aquela tribo não era a minha... certos valores e atitudes não refletiam meus próprios valores e a minha própria essência! Por mais que eu tentasse me encaixar eu não conseguia me sentir como "parte de"! Felizmente, por outro lado, existe a sensação de "pertencimento" que é simplesmente maravilhosa!!! Esta sensação tão especial e reconfortante tem sido muito presente na minha vida ultimamente! Eu sinto que hoje faço parte da família a qual eu realmente pertenço, tenho os amigos que eu escolhi para mim e trabalho com pessoas com as quais me identifico! Tudo isso me dá uma grande tranquilidade e enche o meu coração de paz, amor e coragem para enfrentar a vida! Por isso, procuro deixar essa chama do pertencimento sempre acesa no meu coração! Porém, sei que, apesar do meu esforço, o patinho feio ainda virá me visitar de vez em quando! Ele chegará de mansinho com aquele ar tristinho de quem não é compreendido ou de quem foi insultado por alguém. Nessa hora eu sei que precisarei cuidar dele, ajudando a relembrar todas as coisas maravilhosas que ele já conquistou e, acima de tudo, ajudando nas buscas por suas verdadeiras tribos!

sábado, 2 de abril de 2011

Espontaneidade

Esta semana fiquei com esta palavra na minha cabeça: Espontaneidade! Fiquei pensando o quanto é bom quando eu consigo ser espontânea com alguém ou em determinadas situações. Quando isso acontece sinto que estou a vontade e que posso ser eu mesma, ou seja, não preciso ficar "pisando em ovos" e com receio de falar alguma besteira ou cometer algum erro. Acredito que existem pessoas que conseguem ser espontâneas na maioria das situações e pouco importam-se com o outro que a está observando, ou seja, não ligam para julgamento do outro. Acho que aí esta a diferença entre eu conseguir ser espontânea ou não. Acho que a espontaneidade se perde quando estou passando por uma situação onde não me sinto segura e acho que estou sendo colocada a prova, ou seja, eu acho que tem alguém me observando e avaliando meus gestos ou palavras. Por um lado pode ser que esse observador nem exista e eu estou me sentindo incomodada à toa, ou seja, a pessoa com quem estou interagindo não está me observando e muito menos medindo minhas palavras ou gestos. Tudo não passa de uma ilusão criada pela minha cabeça, por mais uma vez ter receio de errar em uma situação sobre a qual não me sinto segura ou não estou no controle. Por outro lado, se esse observador de fato existe e está querendo me julgar ou me colocar a prova de uma maneira "destrutiva", então eu devo repensar a minha postura diante dessa situação e não mais permitir que isso acabe com a minha espontaneidade. Ser espontâneo é deixar transparecer o nosso lado mais natural e verdadeiro... então por que esconder isso? Será que realmente existem situações onde devemos deixar a espontaneidade de lado e devemos vestir uma máscara que seja mais adequada? É lamentável que tenhamos que vestir máscaras, pois, com certeza, ser espontâneo é muito mais divertido! Porém, algumas vezes o receio da exposição e do julgamento não nos deixam mostrar a nossa mais pura essência...aquela que faz de cada um de nós um ser único e sem igual!