Depois de uma boa leva de noites bem dormidas, de ontem para hoje tive uma noite bem difícil. Fazia muito tempo que eu não tinha a sensação de ter tirado apenas alguns poucos cochilos durante a noite. Hoje, antes das seis da manhã, eu já estava de pé e sem um pingo de sono. Então às 6:15 levantei e às 7:15 já estava de saída para a Universidade. No caminho vim pensando nos vários motivos que me levaram a esta noite em claro. O principal deles, sem dúvida alguma, são os ecos de algumas conversas que eu tive nessa semana que passou. Conversas que acabaram por tirar meu sono... literalmente! Conversas sobre trabalho, expectativas, reconhecimento, competitividade e justiça. No final das contas acho que tudo pode ser resumido em duas palavras: princípios e valores! Eu tenho me questionado sobre os princípios e valores da minha profissão, uma vez que o reconhecimento nem sempre é justo ou merecido. Quem me conhece mais de perto sabe que os anos que sucederam o término do meu doutorado não foram fáceis e hoje, após oito anos, eu ainda venho colhendo os frutos desse período difícil, ou melhor, não venho colhendo os frutos que gostaria. Isso acontece porque ainda não tenho o devido "valor" para boa parte da comunidade científica, que hoje se resume a publicação em periódicos! E isso pode ser doloroso, muito doloroso... principalmente para alguém como eu, que às vezes tem dificuldade em colocar a mulher no comando e deixa a criança assustada tomar conta de uma situação que não está a altura dela. A questão está, porém, em saber quais os valores que realmente importam! O que realmente é relevante para mim? O que realmente me faz feliz? Além disso, preciso aprender a lidar com valores e princípios distorcidos sem deixar me abater ou influenciar por eles. No fundo, acredito que seja uma questão de sobrevivência, onde eu devo fazer a minha parte, tentando, sempre que possível, respeitar meus limites e persistir nos meus ideais! Assim, acredito que, mais cedo ou mais tarde, os frutos virão... e serão doces e tenros, pois foram cultivados com sinceridade, compreensão e paciência!
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Por que eu não fiz logo isso?
Ufa... finalmente consegui concluir um monte de coisas que estavam pendentes na minha To do list! Algumas delas eu fui adiando, adiando e adiando... até que já não tinha mais como adiar... daí eu fui fazer! Em alguns casos, tenho percebido que eu não precisava ter adiado tanto, que aquilo poderia ter sido feito em apenas alguns minutos e não me daria tanto trabalho quanto eu imaginava! Porém, ao invés de fazer logo, eu fiquei adiando e carregando essa tarefa comigo dia após dia na lista de coisas a fazer que eu mantenho na minha cabeça. Cada vez que isso acontece, então eu digo para mim mesma: "Poxa, por que eu não fiz logo isso?" e então, em seguida, me pergunto: "Por que será que as vezes é tão difícil realizar ou concluir algo dentro dos prazos previstos? Por que certas coisas são feitas no limite do tempo e da capacidade produtiva?". Bom, eu ainda não tenho as respostas para estas perguntas, mas vou continuar refletindo... quem sabe um dia eu consigo entender! Enquanto isso, vou apenas mantendo na minha memória essa sensação de que se eu posso fazer agora então eu vou fazer. Isso vale para pequenas coisas, como responder um email, ou para coisas maiores, como começar a escrever aquele artigo que não me sai da cabeça e que eu quero tanto mandar para aquela conferência. Sei que mudar certos padrões não é uma tarefa fácil, mas se eu tentar fortemente acho que sou capaz de conseguir! Uma das minhas grandes vitórias com relação à mudança de um padrão é o fato de que hoje em dia eu sou bem mais pontual do que antes! Eu percebi o quanto me incomodava chegar atrasada e ter que ficar me desculpando. Percebi também que isso poderia ser facilmente evitado se eu organizasse melhor o meu tempo e não me metesse a fazer um monte de coisas na mesma hora! E assim eu tenho feito... E assim vou fazer com os compromissos assumidos. Não quero mais ficar me desculpando por não ter cumprido prazos e nem quero mais ficar agoniada porque deixei para fazer algo em cima da hora! Para isso vou estabelecer prioridades, dizer "não" de vez em quando e, principalmente, vou deixar de "querer abarcar o mundo com as pernas"... afinal de contas, esse mundo é grande demais!
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Sentir paz é bom demais!
Quase dois meses sem postar! Não acreditei quando vi a data do último post! O final do semestre foi muito corrido e as últimas semanas também passaram muito rápido.... daí quando me dei conta já haviam se passado quase dois meses!!! Ontem eu estava conversando com um colega sobre a minha mudança para Recife e quando ele me perguntou quanto tempo fazia que eu estava aqui eu tive que parar e fazer as contas! Eu sempre digo que tenho a impressão de estar aqui há mais tempo do que realmente estou... e eu acho que isso é bom! Estou conseguindo me adaptar bem e já tenho a minha vida aqui, onde faço coisas que sempre quis fazer, mas que nunca tinha feito antes! Eu vou a academia, tenho happy hour com colegas de trabalho, almoço com as meninas, gosto de ir para o trabalho... enfim, pequenas coisas que têm feito uma grande diferença! E assim vou levando minha vida aqui em Recife... mais tranquila e mais comigo mesma. Adoro receber visitas, mas também adoro ficar quietinha no meu cantinho, seja curtindo a brisa que entra pela janela do meu quarto ou tirando um cochilo gostoso depois de ir a praia em um belo domingo de sol! Simples assim!!! E hoje a noite, escrevendo este post, me sinto em paz...e como isso é bom! E essa paz que tomou conta de mim me faz sentir de bem com a vida e de bem comigo mesma... ou seria o contrário? Será que o fato de eu estar bem comigo mesma é que faz eu me sentir em paz? Enfim... isso não importa! O que importa é que sentir paz é bom demais!
domingo, 12 de junho de 2011
Apenas cante!
Tenho um quadro no meu quarto que diz assim: "Sing like no one is listening!", que quer dizer: "Cante como se ninguém estivesse te escutando!". Eu adorei essa frase no momento em que bati o olho nela! Acho que gostei da frase porque gosto muito de cantar, mas sou muito desafinada e, para completar, são poucas as músicas que eu sei "de cor e salteado"! E essa frase me diz que mesmo sem saber cantar nada me impede que eu simplesmente cante como se ninguém estivesse me escutando... que eu simplesmente cante sem ter que mostrar isso para ninguém ou esperar que alguém goste disso... que eu simplesmente cante pelo prazer que isso proporciona para mim e mais ninguém! Tenho dito para mim: "Apenas cante! Cante para você, pois você é a pessoa mais importante da sua vida!". Nem sempre precisamos cantar e mostrar ao resto do mundo (o resto do mundo é gente demais!) "o que" ou "como" estamos cantando. Quando escutamos e cantamos uma música animada é sinal de que estamos felizes? Quando escutamos uma música mais romântica quer dizer que ou estamos apaixonados ou estamos curtindo uma "dor de cotovelo"? E quando escutamos uma música das antigas, será que estamos curtindo um momento de nostalgia? Pode ser que sim, mas pode ser que não... as vezes o que cantamos nem sempre reflete o que sentimos de fato! As vezes cantamos e queremos que os outros cantem junto com a gente, simplesmente porque são pessoas queridas e queremos compartilhar aquele momento em especial, seja ele de alegria ou não. Porém, as vezes cantamos apenas para nos exibir, não é? No fundo eu acredito que o mais importante é apenas cantar, sem esperar do outro uma aprovação ou até mesmo uma salvação. Mas, o mais importante é não se cobrar na hora de cantar e nem achar que os outros precisam saber o que você está cantando naquele momento! Se você quiser fazer um espetáculo e cantar para um grande público então tudo bem, se você quiser fazer um pequeno show e cantar apenas para pessoas especiais então tudo bem e se você estiver embaixo do chuveiro e quiser cantar apenas para você então tudo bem também! No fundo, o público não importa! Se você tiver vontade de cantar então cante! Apenas cante! Apenas sinta! Apenas viva!
PS: Nesse momento eu canto a música "Let it be!" dos Beatles. E você, quer me dizer o que está cantando agora?
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Superação
Hoje estava tomando café da manhã e assistindo televisão quando passou uma reportagem sobre a despedida do Ronaldo Fenônemo da Seleção Brasileira de Futebol. Eu assisti a reportagem completa e no final fiquei emocionada com as palavras que foram ditas sobre a capacidade de superação do Ronaldinho, que, por tantas vezes, teves problemas de saúde, mas, mesmo assim, acabava retornando aos campos. Foram exibidas várias imagens do Ronaldo ao som da música "deixa a vida me levar" do Zeca Pagodinho. Enquanto eu assistia ao clip fiquei realmente emocionada e mais uma vez senti lágrimas lavando a minha alma! A superação do Ronaldo tocou o meu coração e no fundo me fez lembrar dos meus tantos momentos de superação! Mas acho que o que mais me tocou foi sentir que cada um de nós supera seus momentos difíceis no seu próprio tempo e da sua própria maneira. Muitas vezes, pessoas distintas enfrentam o mesmo problema, mas o superam de maneira diferente. Alguns encaram de frente enquanto outros apenas o colocam embaixo do tapete para que ele não possa mais ser visto... como se, dessa forma, ele fosse ser resolvido. Aqueles que encaram o problema de frente ainda podem resolvê-lo de forma mais racional ou mais emocional... isso vai depender de cada um! Não podemos querer que todos resolvem seus problemas da mesma maneira, que sejam práticos ou sensíveis, afinal de contas cada um tem a sua própria bagagem de vida. É esta bagagem que, muitas vezes, determina como agimos, reagimos e superamos! Não cabe a nós julgar as reações dos outros porque não sabemos o que está sendo carregado na mala do outro... nem tão pouco devemos nos julgar ou cobrar porque, muitas vezes, nossa mala está carregada de coisas que não lembramos mais ou que não gostaríamos mais de carregar, mas ainda assim carregamos. A nossa bagagem começa a ser arrumada quando nascemos e vai aumentando a medida em que viajamos pela vida! Assim, não podemos esquecer que os sentimentos, as lembranças, experiências e lições aprendidas acumuladas ao longo dessa jornada influenciam diretamente nossas ações, reações e, principalmente, nossa capacidade de superação.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
The end
Definitivamente eu sou uma pessoa bastante persistente em tudo o que faço! Mas, ser assim tão persistente pode ser muito bom ou muito ruim. O lado bom é que eu não desisto fácil e faço de tudo para sobrepor os obstáculos que encontro no meio do caminho. Corro atrás dos meus sonhos e procuro cumprir minhas metas! Eu luto e busco alternativas... vou do plano A ao plano Z se for preciso! O lado ruim é que eu tenho dificuldades para identificar o momento de parar de tentar! Eu persisto tanto que as vezes não enxergo que é melhor deixar quieto e não interferir mais...que é preciso deixar a vida seguir um curso diferente daquele que eu denomino como o "curso certo das coisas"! Eu sempre acreditei que não podia desistir e que não podia deixar as coisas fracassarem ou acabarem... Como pode um relacionamento acabar? Como pode uma experiência profissional não dar certo? Como isso é possível se eu fiz de tudo para que desse "tudo certo"? A grande questão está aí: o que significa de fato dar "tudo certo"? Será que o fim de algo pode significar que "tudo está certo"? Bom, hoje eu acredito que sim. Por mais dificuldades que eu tenha em aceitar que as coisas podem tomar um rumo diferente daquele que eu denominei como "certo", hoje eu acredito que o fim de algo pode ser a melhor saída. Aprendi que é preciso aceitar "o fim" e procuro sempre lembrar que junto de um fim pode vir um novo começo!
domingo, 15 de maio de 2011
... e a bolha estourou!
Eu sempre digo que durante muitos anos eu vivi em uma "bolha", onde tudo era devidamente planejado e controlado. Passei muito tempo achando que eu tinha controle sobre a minha vida e fazendo planos a longo prazo... aos 25 anos eu achava que sabia como seria minha vida aos 50! Porém, de uma hora para outra essa bolha estourou e eu me vi exposta a um mundo que eu não conhecia, onde as coisas não eram controladas e assim não era possível ter uma vida planejada. Por diversas vezes eu me culpei por ter feito a bolha estourar, pois comecei a ficar inquieta e de tanto eu me mexer lá dentro acho que ela acabou estourando! Eu me culpava porque no início a vida do lado de fora não foi nada fácil e eu tive que fazer escolhas que, algumas vezes, me levaram a decepções, frustrações e momentos difíceis! Porém, com o passar do tempo eu fui percebendo que, apesar de não ser fácil, a vida do lado de fora é bem mais emocionante. O poder de fazer escolhas, conhecer pessoas e lugares, viver momentos únicos, sentir aquele frio na barriga ao enfrentar o novo, aprender com os erros, estar em movimento, crescer, amadurecer... enfim, tudo isso torna a vida do lado de fora da bolha muito mais gostosa de ser vivida! É uma vida sem controle, onde eu posso mudar meus planos e escolher novos caminhos! Poxa...como é bom poder mudar! Hoje, fora da bolha, eu percebo que para viver é preciso ter coragem para se jogar, se entregar ao novo... é preciso arriscar! Mas também é muito importante estar preparado para seguir em frente se algo der errado, pois quando nos jogamos podemos nos machucar. Nessa hora é preciso cuidar com bastante carinho dos nossos machucados para que eles parem de doer e a gente possa ter coragem para arriscar e enfrentar o novo de novo outra vez!
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