quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Uma pitada de nostalgia

Às vezes é preciso dar um passo para trás para depois podermos dar muitos passos para frente. De vez em quando é preciso voltar às origens para tentar resgatar quem somos de verdade, relembrar nossos sonhos e sentir novamente emoções que um dia foram capazes de encher nossos corações de alegria. Emoções que hoje não fazem nem cócegas, mas que um dia nos encheram de orgulho e felicidade. Essa semana eu fiz isso... voltei um pouco no tempo para resgatar alguns sentimentos e recordações que estavam guardadas em um lugar bem especial no fundo do meu coração. Na segunda-feira desta semana eu fui a UECE, onde fiz meu curso de graduação. Chegando lá eu fiz questão de ir ao velho corredor onde ficavam as minhas salas de aula e lá acabei encontrando a minha placa de formatura. Andando por aqueles corredores e olhando para aquela placa eu viajei no tempo... voltei ao início da década de 90 e me vi sentada naqueles bancos de cimento. Eu vi uma menina cheia de expectativas, anseios, sonhos e com um mundo inteiro de descobertas pela frente. Olhei para a minha placa de formatura e revi antigos rostos... antigos colegas e um grande amigo! Confesso que fiquei emocionada com tudo aquilo! Andei por aqueles corredores com o coração cheio de nostalgia, mas também de alegria. De certa forma, eu sai de lá me sentindo renovada! Eu resgatei um pouco da energia e da motivação que aquela menina esbanjava naquela época. Voltei para casa pensando o quanto ainda tenho dela dentro de mim. Sei que amadureci, mas também sei que aquela menina ainda habita dentro de mim. E desejo que ela continue sempre aqui, pois ela gosta de sonhar e acredita que realizar sonhos é possível !

domingo, 9 de outubro de 2011

Sozinha no cinema... minha primeira vez!

Ontem eu fiz algo inédito! Pela primeira vez na minha vida eu fui ao cinema sozinha! Para a maioria isso pode ser algo comum e até corriqueiro, mas não para mim que costumava dizer que ir ao cinema sozinha era o "cúmulo da solidão". Hoje eu percebo que não é bem assim. O filme escolhido também não poderia ser mais adequado! Um filme argentino, intitulado Medianeiras, que conta a história de dois jovens... ela está se acostumando a ficar só após o término de um relacionamento de quatro anos e ele já está acostumado com a solidão.... e ambos buscam encontrar alguém!  Outra coisa bem legal é que o filme mostra como as vezes deixamos de perceber coisas boas que estão ao nosso redor porque, simplesmente, não somos capazes de mudar um pouco o nosso foco. Isso já aconteceu várias vezes comigo! Quando teimo em querer algo, sou capaz de manter um foco tão preciso que deixo de perceber outros caminhos e rotas alternativas, que poderiam até me levar a um lugar melhor do que aquele que eu estava buscando! As vezes idealizamos tanto uma situação ou até mesmo uma pessoa que não somos capazes de ver algo diferente e, por isso, deixamos de experimentar ou viver coisas maravilhosas! Um exemplo bem simples é o fato de eu não ir ao cinema sozinha por achar que isso seria o cúmulo da solidão... talvez, por conta disso, eu tenha deixado de ter ótimos momentos no cinema! A parte boa é que, depois de tanto tempo, descobri que posso ir ao cinema sozinha e, ainda assim, não me sentir a pessoa mais solitária do mundo. Para isso bastou que eu mudasse a forma como eu via essa situação, que deixou de ser uma "prova do meu grau de solidão" para uma oportunidade de fazer algo que eu simplesmente adoro... assistir filmes!  

sábado, 10 de setembro de 2011

Viva a vida docemente!

O meu dia hoje teve sabor de chocolate e framboesa! Foi um dia tranquilo... trabalhei, dormi, li, assisti Big Bang Theory e curti meu cantinho! Hoje lembrei dos meus dias em Manchester, onde tinha a sensação de ter mais tempo para mim. Comecei o blog quando estava lá e aproveitava os acontecimentos do dia a dia para expressar minhas emoções e lições de vida aprendidas. Durante o período em que estive na Inglaterra, eu passei a me conhecer melhor e aproveitei para ser a melhor companhia para mim mesma. O fato de estar sozinha lá contribuiu para que isso acontecesse. Além disso, de uma maneira geral, me sentia menos cobrada e pressionada... Mas, afinal de contas que pressão é essa que eu teimo em colocar em cima de mim? Quem está me cobrando? O que estão me cobrando aqui que não me cobravam lá? Acho que essas respostas estão dentro de mim, pois acima de tudo a cobrança vem de mim. Racionalmente, eu sei que não devo me cobrar tanto, mas tem uma pontinha de mim que parece não saber disso. Quando estava na Inglaterra essa pontinha ficou mais quieta e, por isso, lá eu tinha a sensação de que vivia a vida mais docemente. Desde que voltei ao Brasil, tem momentos em que esse meu lado "cobrador" aparece e deixa a minha vida mais amarga! Felizmente, tem um outro pedacinho de mim que adora as coisas doces da vida e consegue ser mais forte do que o lado cobrador! Hoje foi um desses dias, em que a cobrança foi deixada de lado e eu simplesmente curti o momento, fazendo coisas simples e me dando o direito de viver a vida docemente... seja lendo um bom livro, assistindo um seriado bobo, olhando para o mar da janela do meu quarto ou comendo um delicioso petit gateu com duas bolas de sorvete... uma de chocolate e outra de framboesa! E assim, termino o meu dia e o meu post... com um gostinho doce na boca, na alma e no coração!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Princípios, valores e insônia!

Depois de uma boa leva de noites bem dormidas, de ontem para hoje tive uma noite bem difícil. Fazia muito tempo que eu não tinha a sensação de ter tirado apenas alguns poucos cochilos durante a noite. Hoje, antes das seis da manhã, eu já estava de pé e sem um pingo de sono. Então às 6:15 levantei e às 7:15 já estava de saída para a Universidade. No caminho vim pensando nos vários motivos que me levaram a esta noite em claro. O principal deles, sem dúvida alguma, são os ecos de algumas conversas que eu tive nessa semana que passou. Conversas que acabaram por tirar meu sono... literalmente! Conversas sobre trabalho, expectativas, reconhecimento, competitividade e justiça. No final das contas acho que tudo pode ser resumido em duas palavras: princípios e valores! Eu tenho me questionado sobre os princípios e valores da minha profissão, uma vez que o reconhecimento nem sempre é justo ou merecido. Quem me conhece mais de perto sabe que os anos que sucederam o término do meu doutorado não foram fáceis e hoje, após oito anos, eu ainda venho colhendo os frutos desse período difícil, ou melhor, não venho colhendo os frutos que gostaria. Isso acontece porque ainda não tenho o devido "valor" para boa parte da comunidade científica, que hoje se resume a publicação em periódicos! E isso pode ser doloroso, muito doloroso... principalmente para alguém como eu, que às vezes tem dificuldade em colocar a mulher no comando e deixa a criança assustada tomar conta de uma situação que não está a altura dela.  A questão está, porém, em saber quais os valores que realmente importam! O que realmente é relevante para mim? O que realmente me faz feliz?  Além disso, preciso aprender a lidar com valores e princípios distorcidos sem deixar me abater ou influenciar por eles. No fundo, acredito que seja uma questão de sobrevivência, onde eu devo fazer a minha parte, tentando, sempre que possível, respeitar meus limites e persistir nos meus ideais! Assim, acredito que, mais cedo ou mais tarde, os frutos virão... e serão doces e tenros, pois foram cultivados com sinceridade, compreensão e paciência!

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Por que eu não fiz logo isso?

Ufa... finalmente consegui concluir um monte de coisas que estavam pendentes na minha To do list! Algumas delas eu fui adiando, adiando e adiando... até que já não tinha mais como adiar... daí eu fui fazer! Em alguns casos, tenho percebido que eu não precisava ter adiado tanto, que aquilo poderia ter sido feito em apenas alguns minutos e não me daria tanto trabalho quanto eu imaginava! Porém, ao invés de fazer logo, eu fiquei adiando e carregando essa tarefa comigo dia após dia na lista de coisas a fazer que eu mantenho na minha cabeça. Cada vez que isso acontece, então eu digo para mim mesma: "Poxa, por que eu não fiz logo isso?" e então, em seguida, me pergunto: "Por que será que as vezes é tão difícil realizar ou concluir algo dentro dos prazos previstos? Por que certas coisas são feitas no limite do tempo e da capacidade produtiva?". Bom, eu ainda não tenho as respostas para estas perguntas, mas vou continuar refletindo... quem sabe um dia eu consigo entender! Enquanto isso, vou apenas mantendo na minha memória essa sensação de que se eu posso fazer agora então eu vou fazer. Isso vale para pequenas coisas, como responder um email, ou para coisas maiores, como começar a escrever aquele artigo que não me sai da cabeça e que eu quero tanto mandar para aquela conferência. Sei que mudar certos padrões não é uma tarefa fácil, mas se eu tentar fortemente acho que sou capaz de conseguir! Uma das minhas grandes vitórias com relação à mudança de um padrão é o fato de que hoje em dia eu sou bem mais pontual do que antes! Eu percebi o quanto me incomodava chegar atrasada e ter que ficar me desculpando. Percebi também que isso poderia ser facilmente evitado se eu organizasse melhor o meu tempo e não me metesse a fazer um monte de coisas na mesma hora! E assim eu tenho feito... E assim vou fazer com os compromissos assumidos. Não quero mais ficar me desculpando por não ter cumprido prazos e nem quero mais ficar agoniada porque deixei para fazer algo em cima da hora! Para isso vou estabelecer prioridades, dizer "não" de vez em quando e, principalmente, vou deixar de "querer abarcar o mundo com as pernas"... afinal de contas, esse mundo é grande demais!

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Sentir paz é bom demais!

Quase dois meses sem postar! Não acreditei quando vi a data do último post! O final do semestre foi muito corrido e as últimas semanas também passaram muito rápido.... daí quando me dei conta já haviam se passado quase dois meses!!! Ontem eu estava conversando com um colega sobre a minha mudança para Recife e quando ele me perguntou quanto tempo fazia que eu estava aqui eu tive que parar e fazer as contas! Eu sempre digo que tenho a impressão de estar aqui há mais tempo do que realmente estou... e eu acho que isso é bom! Estou conseguindo me adaptar bem e já tenho a minha vida aqui, onde faço coisas que sempre quis fazer, mas que nunca tinha feito antes! Eu vou a academia, tenho happy hour com colegas de trabalho, almoço com as meninas, gosto de ir para o trabalho... enfim, pequenas coisas que têm feito uma grande diferença! E assim vou levando minha vida aqui em Recife... mais tranquila e mais comigo mesma. Adoro receber visitas, mas também adoro ficar quietinha no meu cantinho, seja curtindo a brisa que entra pela janela do meu quarto ou tirando um cochilo gostoso depois de ir a praia  em um belo domingo de sol! Simples assim!!! E hoje a noite, escrevendo este post, me sinto em paz...e como isso é bom! E essa paz que tomou conta de mim me faz sentir de bem com a vida e de bem comigo mesma... ou seria o contrário? Será que o fato de eu estar bem comigo mesma é que faz eu me sentir em paz? Enfim... isso não importa! O que importa é que sentir paz é bom demais!

domingo, 12 de junho de 2011

Apenas cante!

Tenho um quadro no meu quarto que diz assim: "Sing like no one is listening!", que quer dizer: "Cante como se ninguém estivesse te escutando!". Eu adorei essa frase no momento em que bati o olho nela! Acho que gostei da frase porque gosto muito de cantar, mas sou muito desafinada e, para completar, são poucas as músicas que eu sei "de cor e salteado"! E essa frase me diz que mesmo sem saber cantar nada me impede que eu simplesmente cante como se ninguém estivesse me escutando... que eu simplesmente cante sem ter que mostrar isso para ninguém ou esperar que alguém goste disso... que eu simplesmente cante pelo prazer que isso proporciona para mim e mais ninguém! Tenho dito para mim: "Apenas cante! Cante para você, pois você é a pessoa mais importante da sua vida!". Nem sempre precisamos cantar e mostrar ao resto do mundo (o resto do mundo é gente demais!) "o que" ou "como" estamos cantando. Quando escutamos e cantamos uma música animada é sinal de que estamos felizes? Quando escutamos uma música mais romântica quer dizer que ou estamos apaixonados ou estamos curtindo uma "dor de cotovelo"? E quando escutamos uma música das antigas, será que estamos curtindo um momento de nostalgia? Pode ser que sim, mas pode ser que não... as vezes o que cantamos nem sempre reflete o que sentimos de fato! As vezes cantamos e queremos que os outros cantem junto com a gente, simplesmente porque são pessoas queridas e queremos compartilhar aquele momento em especial, seja ele de alegria ou não. Porém, as vezes cantamos apenas para nos exibir, não é? No fundo eu acredito que o mais importante é apenas cantar, sem esperar do outro uma aprovação ou até mesmo uma salvação. Mas, o mais importante é não se cobrar na hora de cantar e nem achar que os outros precisam saber o que você está cantando naquele momento! Se você quiser fazer um espetáculo e cantar para um grande público então tudo bem, se você quiser fazer um pequeno show e cantar apenas para pessoas especiais então tudo bem e se você estiver embaixo do chuveiro e quiser cantar apenas para você então tudo bem também! No fundo, o público não importa! Se você tiver vontade de cantar então cante! Apenas cante! Apenas sinta! Apenas viva!

PS: Nesse momento eu canto a música "Let it be!" dos Beatles. E você, quer me dizer o que está cantando agora?