O mar muda de cor. Estou aqui olhando o mar pela janela do meu quarto de onde posso vê-lo com toda a sua cor e imensidão. Hoje o mar está verde claro até um certo ponto, depois está de uma cor bem escura e depois fica azul. Outros dias ele começa azul claro e depois fica azul escuro. Outros dias ainda, quando a água está bem mexida, ele não tem uma cor definida...nem é verde e nem é azul. Acho que eu sou assim como o mar! Tem dias que estou azul ou até mesmo verde, mas tem dias que estou de uma cor indefinida de tanto que estou mexida dentro de mim! O azul e o verde, que refletem uma certa paz de espírito, por diversas vezes se misturam com a minha inquietude e acabam dando lugar a essa cor que eu não consigo definir. Nesses dias me sinto impaciente! A minha impaciência é resultado da minha necessidade de ter uma explicação para tudo... quero ter as coisas claras e bem resolvidas... quero saber de onde vem todas as cores... mas olho para dentro de mim e não consigo definir qual a cor da minha vida naquele momento. Como uma criança que faz birra quando quer alguma coisa, eu começo a "espernear" dentro de mim mesma numa tentativa de controlar a mistura de cores e sentimentos que me levam a essa cor sem nome. Então me dou conta de que as cores são únicas, assim como são os sentimentos e as pessoas. Cada um de nós tem a sua própria história e suas próprias cores! Me dou conta ainda de que nem tudo tem uma explicação, assim como as cores que habitam dentro de mim. Então de novo olho para o mar e admiro toda a sua imensidão... e todo o seu mistério! E de novo olho para dentro de mim... olho para essa cor indefinida, mas agora ao invés de me perguntar o motivo dessa cor eu simplesmente admiro todos os mistérios do meu ser e me pergunto qual será a minha cor no dia de amanhã!
domingo, 18 de março de 2012
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Vista limpa e alma lavada!
As vezes olho para trás e lembro de pessoas que fizeram parte da minha vida. Também recordo momentos. Mas, tudo isso acontece como num flash! É uma luz forte e rápida que vem, cega e depois se apaga. Fico cega por alguns momentos e acabo deixando me envolver por sentimentos que não mais me pertencem. Sinto o incômodo causado por essa luz forte que vem do nada e não me deixa enxergar direito a realidade! Houve um tempo em que eu ficava cega por mais tempo, mas hoje, felizmente, tudo isso acontece tão rápido quanto o flash de uma máquina fotográfica. De repente, consigo acordar dessa cegueira momentânea e me enxergo novamente. Abro os olhos e enxergo a minha realidade! Enxergo as pessoas que fazem parte da minha vida hoje. Consigo sentir que elas estão aqui do meu lado, mesmo que muitas vezes estejam distantes. E isso é muito bom! Hoje não vivo mais de recordações! Hoje eu simplesmente vivo o hoje! E a cada flash que acontece, aprendi que basta esperar um pouco até a luz parar de incomodar. A vista embaçada e o aperto no coração também logo passam... dando lugar a uma vista limpa e a uma alma lavada!
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
2011 foi um ano de...
muitas viagens
alguns encontros
algumas despedidas
muita emoção
muitas descobertas
muitos desafios
novos amigos
antigos amores
alguns reencontros
uma certa incerteza
algumas decepções
muito amor
muito aprendizado
e para você? 2011 foi um ano de...
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Uma pitada de nostalgia
Às vezes é preciso dar um passo para trás para depois podermos dar muitos passos para frente. De vez em quando é preciso voltar às origens para tentar resgatar quem somos de verdade, relembrar nossos sonhos e sentir novamente emoções que um dia foram capazes de encher nossos corações de alegria. Emoções que hoje não fazem nem cócegas, mas que um dia nos encheram de orgulho e felicidade. Essa semana eu fiz isso... voltei um pouco no tempo para resgatar alguns sentimentos e recordações que estavam guardadas em um lugar bem especial no fundo do meu coração. Na segunda-feira desta semana eu fui a UECE, onde fiz meu curso de graduação. Chegando lá eu fiz questão de ir ao velho corredor onde ficavam as minhas salas de aula e lá acabei encontrando a minha placa de formatura. Andando por aqueles corredores e olhando para aquela placa eu viajei no tempo... voltei ao início da década de 90 e me vi sentada naqueles bancos de cimento. Eu vi uma menina cheia de expectativas, anseios, sonhos e com um mundo inteiro de descobertas pela frente. Olhei para a minha placa de formatura e revi antigos rostos... antigos colegas e um grande amigo! Confesso que fiquei emocionada com tudo aquilo! Andei por aqueles corredores com o coração cheio de nostalgia, mas também de alegria. De certa forma, eu sai de lá me sentindo renovada! Eu resgatei um pouco da energia e da motivação que aquela menina esbanjava naquela época. Voltei para casa pensando o quanto ainda tenho dela dentro de mim. Sei que amadureci, mas também sei que aquela menina ainda habita dentro de mim. E desejo que ela continue sempre aqui, pois ela gosta de sonhar e acredita que realizar sonhos é possível !
domingo, 9 de outubro de 2011
Sozinha no cinema... minha primeira vez!
Ontem eu fiz algo inédito! Pela primeira vez na minha vida eu fui ao cinema sozinha! Para a maioria isso pode ser algo comum e até corriqueiro, mas não para mim que costumava dizer que ir ao cinema sozinha era o "cúmulo da solidão". Hoje eu percebo que não é bem assim. O filme escolhido também não poderia ser mais adequado! Um filme argentino, intitulado Medianeiras, que conta a história de dois jovens... ela está se acostumando a ficar só após o término de um relacionamento de quatro anos e ele já está acostumado com a solidão.... e ambos buscam encontrar alguém! Outra coisa bem legal é que o filme mostra como as vezes deixamos de perceber coisas boas que estão ao nosso redor porque, simplesmente, não somos capazes de mudar um pouco o nosso foco. Isso já aconteceu várias vezes comigo! Quando teimo em querer algo, sou capaz de manter um foco tão preciso que deixo de perceber outros caminhos e rotas alternativas, que poderiam até me levar a um lugar melhor do que aquele que eu estava buscando! As vezes idealizamos tanto uma situação ou até mesmo uma pessoa que não somos capazes de ver algo diferente e, por isso, deixamos de experimentar ou viver coisas maravilhosas! Um exemplo bem simples é o fato de eu não ir ao cinema sozinha por achar que isso seria o cúmulo da solidão... talvez, por conta disso, eu tenha deixado de ter ótimos momentos no cinema! A parte boa é que, depois de tanto tempo, descobri que posso ir ao cinema sozinha e, ainda assim, não me sentir a pessoa mais solitária do mundo. Para isso bastou que eu mudasse a forma como eu via essa situação, que deixou de ser uma "prova do meu grau de solidão" para uma oportunidade de fazer algo que eu simplesmente adoro... assistir filmes!
sábado, 10 de setembro de 2011
Viva a vida docemente!
O meu dia hoje teve sabor de chocolate e framboesa! Foi um dia tranquilo... trabalhei, dormi, li, assisti Big Bang Theory e curti meu cantinho! Hoje lembrei dos meus dias em Manchester, onde tinha a sensação de ter mais tempo para mim. Comecei o blog quando estava lá e aproveitava os acontecimentos do dia a dia para expressar minhas emoções e lições de vida aprendidas. Durante o período em que estive na Inglaterra, eu passei a me conhecer melhor e aproveitei para ser a melhor companhia para mim mesma. O fato de estar sozinha lá contribuiu para que isso acontecesse. Além disso, de uma maneira geral, me sentia menos cobrada e pressionada... Mas, afinal de contas que pressão é essa que eu teimo em colocar em cima de mim? Quem está me cobrando? O que estão me cobrando aqui que não me cobravam lá? Acho que essas respostas estão dentro de mim, pois acima de tudo a cobrança vem de mim. Racionalmente, eu sei que não devo me cobrar tanto, mas tem uma pontinha de mim que parece não saber disso. Quando estava na Inglaterra essa pontinha ficou mais quieta e, por isso, lá eu tinha a sensação de que vivia a vida mais docemente. Desde que voltei ao Brasil, tem momentos em que esse meu lado "cobrador" aparece e deixa a minha vida mais amarga! Felizmente, tem um outro pedacinho de mim que adora as coisas doces da vida e consegue ser mais forte do que o lado cobrador! Hoje foi um desses dias, em que a cobrança foi deixada de lado e eu simplesmente curti o momento, fazendo coisas simples e me dando o direito de viver a vida docemente... seja lendo um bom livro, assistindo um seriado bobo, olhando para o mar da janela do meu quarto ou comendo um delicioso petit gateu com duas bolas de sorvete... uma de chocolate e outra de framboesa! E assim, termino o meu dia e o meu post... com um gostinho doce na boca, na alma e no coração!
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Princípios, valores e insônia!
Depois de uma boa leva de noites bem dormidas, de ontem para hoje tive uma noite bem difícil. Fazia muito tempo que eu não tinha a sensação de ter tirado apenas alguns poucos cochilos durante a noite. Hoje, antes das seis da manhã, eu já estava de pé e sem um pingo de sono. Então às 6:15 levantei e às 7:15 já estava de saída para a Universidade. No caminho vim pensando nos vários motivos que me levaram a esta noite em claro. O principal deles, sem dúvida alguma, são os ecos de algumas conversas que eu tive nessa semana que passou. Conversas que acabaram por tirar meu sono... literalmente! Conversas sobre trabalho, expectativas, reconhecimento, competitividade e justiça. No final das contas acho que tudo pode ser resumido em duas palavras: princípios e valores! Eu tenho me questionado sobre os princípios e valores da minha profissão, uma vez que o reconhecimento nem sempre é justo ou merecido. Quem me conhece mais de perto sabe que os anos que sucederam o término do meu doutorado não foram fáceis e hoje, após oito anos, eu ainda venho colhendo os frutos desse período difícil, ou melhor, não venho colhendo os frutos que gostaria. Isso acontece porque ainda não tenho o devido "valor" para boa parte da comunidade científica, que hoje se resume a publicação em periódicos! E isso pode ser doloroso, muito doloroso... principalmente para alguém como eu, que às vezes tem dificuldade em colocar a mulher no comando e deixa a criança assustada tomar conta de uma situação que não está a altura dela. A questão está, porém, em saber quais os valores que realmente importam! O que realmente é relevante para mim? O que realmente me faz feliz? Além disso, preciso aprender a lidar com valores e princípios distorcidos sem deixar me abater ou influenciar por eles. No fundo, acredito que seja uma questão de sobrevivência, onde eu devo fazer a minha parte, tentando, sempre que possível, respeitar meus limites e persistir nos meus ideais! Assim, acredito que, mais cedo ou mais tarde, os frutos virão... e serão doces e tenros, pois foram cultivados com sinceridade, compreensão e paciência!
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